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Tanzânia lança plano de 3,5 trilhões de xelins para reduzir custo da ração avícola

A Estratégia Nacional de Desenvolvimento Avícola 2026-2036 da Tanzânia prevê ampliar a produção doméstica de milho e soja. O plano de 3,5 trilhões de xelins pretende reduzir de cerca de 70% para 50% a participação da ração nos custos de produção.

Tanzânia lança plano de 3,5 trilhões de xelins para reduzir custo da ração avícola

Um plano de dez anos para a cadeia avícola

A Tanzânia apresentou uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Avícola de 3,5 trilhões de xelins para fortalecer a produção doméstica de ração e reduzir uma das principais despesas dos avicultores. O programa abrange 2026-2036 e concentra-se no aumento da produção de milho e soja, culturas identificadas como base para ampliar a oferta local de alimentação animal.

Segundo a eFeedLink, a ração representa atualmente cerca de 70% dos custos da produção avícola na Tanzânia. A estratégia pretende reduzir essa participação para 50%. O cumprimento da meta mudaria a economia da criação de frangos, embora as informações disponíveis não detalhem objetivos anuais de produção, fases de financiamento ou cronogramas de projetos específicos.

Milho e soja no centro da estratégia

O plano vincula diretamente o desenvolvimento avícola à disponibilidade doméstica de grãos e oleaginosas. Uma produção maior de milho e soja daria aos fabricantes de ração uma base local de matérias-primas mais ampla e poderia tornar o abastecimento das granjas mais confiável. O resultado dependerá de a capacidade de armazenagem, processamento e transporte acompanhar o volume adicional das colheitas.

Para os produtores de milho e soja, a estratégia indica uma fonte de demanda doméstica sustentada durante a década. Os fabricantes de ração poderiam contar com uma base mais ampla de fornecedores, enquanto as granjas seriam beneficiadas se a maior disponibilidade resultasse em custos menores ou mais estáveis. As informações publicadas não explicam como os 3,5 trilhões de xelins serão distribuídos entre lavouras, unidades de processamento, logística e outras necessidades do setor.

Meta de custos definirá a competitividade

Reduzir em 20 pontos percentuais a participação da ração é o objetivo de desempenho mais claro da estratégia. Isso não significa necessariamente que o preço nominal da ração cairá na mesma proporção: produtividade, sanidade animal, energia, mão de obra e outras despesas também alteram essa participação. Para os produtores, o teste prático será o custo da alimentação por unidade de produto avícola.

Uma oferta de ração mais acessível e regular poderia garantir aos processadores um fluxo mais estável de aves e ovos. Também daria às granjas mais espaço para administrar outras despesas e a volatilidade dos preços de venda. Entretanto, as fontes disponíveis não apresentam projeções para produção de carne de frango ou ovos, preços ao consumidor, importações ou exportações. Por isso, ainda não é possível quantificar esses efeitos.

A execução será decisiva

O horizonte 2026-2036 dá à Tanzânia uma década para conectar a expansão agrícola à fabricação de ração e à produção avícola. A execução exigirá coordenação entre agricultores, operadores de grãos, processadores de soja, fábricas de ração e empresas avícolas. Transporte e armazenagem serão fundamentais para que as colheitas adicionais cheguem regularmente aos processadores e em condições adequadas.

Os 3,5 trilhões de xelins mostram a escala atribuída pela Tanzânia ao desenvolvimento avícola. Os resultados, porém, serão medidos por dois fatores concretos: o aumento da oferta doméstica de milho e soja e a aproximação da participação da ração da meta de 50%. Até a publicação de marcos detalhados de investimento e produção, esses serão os principais indicadores de progresso.

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