Tailândia pretende distribuir 10.000 toneladas de frutas do sul
O Departamento de Comércio Interno da Tailândia mobilizou três mercados atacadistas e seis grupos de varejo moderno para escoar pelo menos 10.000 toneladas de frutas do sul. A campanha concentra-se em durião, mangostão e langsat, que chegam em grande volume ao mercado em agosto de 2026.
Governo busca absorver a safra sazonal
O Departamento de Comércio Interno da Tailândia lançou uma campanha para distribuir pelo menos 10.000 toneladas de frutas produzidas nas regiões do sul do país. Segundo o Daily News, a iniciativa está concentrada em durião, mangostão e langsat, que chegam ao mercado em grandes volumes durante agosto de 2026.
Vinculado ao Ministério do Comércio, o departamento coordena mercados agrícolas atacadistas, redes modernas e outros canais de venda. O objetivo imediato é levar as frutas das áreas produtoras aos comerciantes e consumidores antes que a colheita simultânea provoque concentração da oferta e pressione os preços ao produtor e no atacado. O programa faz parte da gestão governamental da temporada de frutas de 2026.
Três mercados e seis grupos comerciais participam
Três mercados agrícolas atacadistas integram a campanha: Talaad Thai, Si Mum Muang Market e Morakot Market. Eles funcionarão como pontos de coleta e distribuição, conectando produtores a compradores comerciais. O governo também trabalha com seis operadores modernos de varejo e atacado: Makro, Lotus’s, Big C, GO Wholesale, Tops e The Mall.
Em conjunto, os participantes promoverão as frutas do sul em mais de 200 lojas na Tailândia. As atividades seguem o conceito “Thailand: The Land of Tropical Fruits” e a campanha de frutas de qualidade “Thai Chuai Thai Plus”. A divulgação nos pontos de venda, as ofertas especiais e a comunicação com consumidores pretendem ampliar as compras durante o pico de chegada da safra.
Vendas diretas devem responder por metade da meta
O departamento prevê movimentar aproximadamente 5.000 toneladas por meio de promoções e da ampliação dos canais de distribuição. Outras aproximadamente 5.000 toneladas deverão ser absorvidas pela publicidade e pelo crescimento contínuo do consumo, levando a meta total a pelo menos 10.000 toneladas. O programa combina, portanto, a comercialização direta com medidas voltadas à criação de demanda adicional entre as famílias.
A campanha inclui transmissões ao vivo pela internet, ações com influenciadores e artistas e uma caravana de veículos que levará frutas do sul a pontos de venda em Bangkok, nas províncias vizinhas e em outras regiões. Do início da campanha até setembro de 2026, os consumidores poderão comprar as frutas tailandesas participantes nos três mercados atacadistas e em mais de 200 lojas parceiras de varejo e atacado.
Pressão sobre os preços continua sendo o principal risco
O Daily News informou que o governo considera os mercados atacadistas o principal mecanismo para reunir rapidamente as safras e conectar as propriedades aos compradores. As redes modernas oferecem alcance nacional e dão aos produtores acesso a mais pontos de venda além dos canais atacadistas tradicionais. A velocidade de distribuição torna-se especialmente importante quando várias frutas do sul amadurecem ao mesmo tempo.
A iniciativa é principalmente uma intervenção no mercado interno, e não um programa de exportação. Sua eficácia dependerá da capacidade dos mercados e das redes de transformar rapidamente a promoção em compras, evitando o acúmulo de estoques. Para os produtores, o resultado não será apenas a venda de 10.000 toneladas, mas também a capacidade da demanda adicional de limitar a queda dos preços durante o pico de oferta de agosto.