Tailândia busca orçamento para comprar 20 milhões de cocos diante do colapso dos preços
O Ministério do Comércio da Tailândia planeja pedir recursos do orçamento central para comprar até 20 milhões de cocos culinários acima do mercado, após escoar mais de 11 milhões de unidades excedentes. As importações caíram cerca de 60% enquanto as fábricas usam produto local, e a produção de 2026 é estimada em 608 milhões de unidades.
Comércio amplia apoio de preços aos produtores de coco
O Ministério do Comércio da Tailândia prepara um pedido de recursos do orçamento central para comprar até 20 milhões de cocos culinários acima do preço de mercado, informou o porta-voz do ministério, Koranit Nonjui, diante de um excesso de oferta interna que derruba os preços do coco maduro. A vice-primeira-ministra e ministra do Comércio, Supajee Suthampun, determinou ao Departamento de Comércio Interno buscar o orçamento adicional — estimado pela imprensa em cerca de 90 milhões de baht — para comprar cocos a um preço líder de mercado e alcançar produtores até agora excluídos da ajuda.
Em conjunto com os escritórios provinciais de comércio nas principais zonas produtoras — Prachuap Khiri Khan, Nakhon Si Thammarat, Surat Thani e Chumphon —, o ministério já coordenou compras de fábricas e comerciantes de mais de 11 milhões de cocos, ante uma meta inicial de 10 milhões, segundo a Dailynews. Desse total, Prachuap Khiri Khan respondeu por 5,88 milhões de unidades, Nakhon Si Thammarat por 724.000, e Surat Thani, Chumphon e outras áreas por 5,36 milhões.
Produtores fora dos canais existentes
Apesar do volume escoado, o ministério afirma que alguns produtores seguem sem ajuda, pois os processadores compram sobretudo por meio de redes consolidadas de centros de acopio e grupos parceiros antigos, e porque os importadores impõem padrões como GAP, um certificado Monkey-free e sistemas de rastreabilidade. O Departamento de Comércio Interno foi incumbido das compras adicionais a preço líder, junto com um levantamento dos produtores ainda excluídos, para absorver a produção que chega ao mercado.
Importações contidas para proteger o preço interno
O Departamento de Comércio Exterior pediu a importadores e fábricas de leite de coco que suspendam as importações enquanto sai a safra local, e as fábricas confirmaram que usarão coco nacional como matéria-prima principal. Um levantamento em nove usinas de processamento apontou que 80% de seu insumo é nacional e apenas 20% importado, segundo a Dailynews. A diretora-geral, Arada Fuangthong, disse que os importadores concordaram em escoar o excedente de mais de 10 milhões de cocos maduros dentro de julho e que as importações estão agora quase totalmente suspensas. O vice-diretor-geral, Duang-athit Nithi-uthai, visitou Prachuap Khiri Khan e Chumphon em 5 e 6 de julho de 2026 para reunir-se com produtores, coletores e operadores locais.
As importações de coco de janeiro a maio de 2026 caíram para 79.388 toneladas, ante 190.734 toneladas um ano antes — uma queda de mais de 60%, informou a Dailynews; o Departamento de Comércio Exterior citou 79.126,99 toneladas contra 188.858,22 toneladas, uma baixa de quase 60%. Todos os embarques entraram sob a tarifa da OMC fora da cota de 54%, e as importações limitam-se a dois pontos alfandegários, o porto de Bangkok e Laem Chabang. Os importadores são em sua maioria as dez fábricas de leite de coco que produzem principalmente para exportação.
Perspectiva de oferta mantém a pressão
O Escritório de Economia Agrícola prevê a produção de coco culinário de 2026 em 608 milhões de unidades, alta de 2,4% sobre o ano anterior, com cerca de 69 milhões de cocos adicionais previstos para chegar ao mercado de agora até agosto de 2026 — volume que fábricas e centros de acopio podem não absorver por completo. As exportações de leite de coco, um dos produtos de coco relevantes da Tailândia, superaram 6.134,08 milhões de baht nos primeiros cinco meses de 2026. O ministério afirma que seguirá gerindo as importações e promovendo o processamento para que os produtores vendam acima do custo de produção.
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