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Tabacarias francesas protestam contra impostos sobre cigarros indexados à inflação

As 22.500 tabacarias licenciadas da França realizam protestos de 7 a 11 de setembro em seis cidades para exigir o congelamento dos impostos sobre tabaco. O setor afirma que a indexação automática à inflação, que voltará a elevar os preços dos cigarros em 1º de janeiro, enfraquece as vendas legais e favorece o mercado paralelo.

Tabacarias francesas protestam contra impostos sobre cigarros indexados à inflação

Varejistas pedem congelamento antes do debate orçamentário

As tabacarias francesas promovem uma semana de protestos para exigir o congelamento da tributação do tabaco e o fim da indexação automática dos preços dos cigarros à inflação. Segundo a BFMTV, estão previstas manifestações em seis cidades de 7 a 11 de setembro, pouco antes do início dos debates sobre os próximos orçamentos do Estado e da Previdência Social.

A Confédération des buralistes, entidade que representa o setor, afirma que a pressão tributária ameaça o modelo de negócios das 22.500 tabacarias licenciadas da França. Pelas regras atuais, os preços do tabaco devem subir automaticamente em 1º de janeiro em função da inflação. A organização considera que esse mecanismo chegou ao limite.

A vinculação automática foi criada pelo projeto de financiamento da Previdência Social de 2023. Os comerciantes pedem tanto a suspensão de novos aumentos dos impostos sobre tabaco quanto a retirada da regra de indexação. Assim, futuras decisões de preços dependeriam de uma medida explícita do governo, em vez de um reajuste automático.

Protestos destacam cidades menores e mercados rurais

As manifestações são realizadas deliberadamente fora das maiores regiões metropolitanas francesas. A confederação diz que a pressão sobre a rede comercial aparece com mais força em cidades médias, centros de pequenas cidades, comunidades rurais e áreas periféricas, onde as tabacarias também podem funcionar como pontos locais de outros produtos e serviços.

Há atos programados para segunda-feira em Muret e Redon, seguidos por Givors e Saverne na terça-feira e Salon-de-Provence na quarta-feira. A maior manifestação está prevista para sexta-feira em Vernon, onde o primeiro-ministro Sébastien Lecornu é primeiro vice-prefeito. A distribuição geográfica pretende apresentar a disputa como uma questão nacional do varejo, e não como uma campanha concentrada em Paris.

A campanha também recebeu apoio político. De acordo com a BFMTV, Marine Le Pen, candidata presidencial do Rassemblement National, defendeu o congelamento dos impostos sobre tabaco em uma carta aberta publicada no domingo. Ela descreveu as tabacarias como vitais para a vida social dos municípios.

Mercado paralelo pressiona as vendas legais

O principal argumento econômico do setor é que os aumentos recorrentes no preço legal dos cigarros levam consumidores ao mercado paralelo de tabaco. A fonte não apresenta números sobre compras ilícitas ou transfronteiriças, mas a confederação afirma que esse mercado cresce enquanto a rede licenciada se fragiliza. A política tributária, as margens do varejo e o combate à distribuição ilegal ficarão, portanto, no centro do próximo debate orçamentário.

O presidente da confederação, Serdar Kaya, afirmou que os comerciantes alertaram repetidamente as autoridades e apresentaram propostas enquanto os preços continuavam subindo. Xavier Dupont, tesoureiro-geral da organização, disse à Ici Paris-Ile-de-France que cada euro ou centavo acrescentado a um maço beneficia traficantes e redes criminosas. Para o varejo legal, o reajuste de 1º de janeiro não é apenas uma questão de preço ao consumidor, mas um teste para saber se a política tributária consegue atender aos objetivos de saúde pública sem acelerar a migração das vendas para fora do sistema licenciado.

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