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Sri Lanka inaugura seu primeiro moinho seco especializado em café

A Damn Fine Coffee e a Market Development Facility da Austrália inauguraram o primeiro moinho seco do Sri Lanka dedicado à seleção de café verde. A unidade pretende melhorar a uniformidade, a rastreabilidade e a preparação para exportação aos mercados internacionais de cafés especiais.

Sri Lanka inaugura seu primeiro moinho seco especializado em café

Nova unidade cobre uma lacuna no processamento

A Damn Fine Coffee e a Market Development Facility da Austrália, ou MDF, inauguraram o primeiro moinho seco especializado do Sri Lanka para selecionar grãos de café verde, segundo o Daily Mirror. A unidade acrescenta capacidade profissional de seleção, classificação e controle de qualidade entre o processamento pós-colheita e a preparação para exportação.

O Sri Lanka tem uma longa história de cultivo de café, mas a qualidade de um lote exportado não depende apenas das condições na lavoura. Tamanho e densidade dos grãos, teor de umidade, defeitos e condições de armazenamento afetam a uniformidade e o perfil final na xícara. O novo moinho permitirá identificar e controlar essas variáveis antes de o café chegar aos compradores.

Consistência fortalece a preparação exportadora

O Daily Mirror informou que inconsistências na etapa do café verde vinham limitando a competitividade do setor. A padronização da seleção e da classificação deverá gerar lotes mais homogêneos, melhorar a rastreabilidade da cadeia e ajudar o café do Sri Lanka a cumprir as exigências dos mercados internacionais de cafés especiais.

Yasas Kodituwakku, CEO da Damn Fine Coffee, afirmou que a qualidade precisa ser administrada desde o cultivo e a colheita até o processamento e a preparação para exportação. Segundo ele, o moinho melhorará os padrões de seleção e fornecerá café verde com qualidade de exportação aceitável nos mercados internacionais. Para produtores e processadores, a unidade cria um caminho mais organizado entre as propriedades e os compradores, sem transferir toda a responsabilidade pelo controle de qualidade a cada agricultor.

Austrália apoia agregação local de valor

O alto-comissário australiano Matthew Duckworth disse que a parceria apoia investimentos em capacidade local de processamento, melhoria de qualidade e novos acessos a mercados premium. Ele relacionou a preparação exportadora à criação de valor para empresas e a meios de vida mais seguros para os produtores. Chathuranga Abeysinghe, vice-ministro da Indústria e do Desenvolvimento do Empreendedorismo do Sri Lanka, afirmou que a iniciativa também poderá incentivar empresas regionais de plantações e agricultores a aprimorar suas cadeias de valor.

O moinho, isoladamente, não garante vendas nem preços premium. Sua importância comercial dependerá da capacidade dos fornecedores de entregar especificações consistentes, manter condições adequadas de armazenamento e produzir registros transparentes para os compradores. Ainda assim, realizar a seleção e a classificação dentro do país dá ao setor mais controle sobre as condições em que o café verde chega ao mercado.

Essa capacidade é especialmente relevante para compradores de cafés especiais, que avaliam as origens pela consistência e rastreabilidade, além do sabor. O Sri Lanka pode agora combinar suas diversas regiões produtoras e seu potencial de sabores distintos com um sistema especializado de preparação dos grãos verdes. A oportunidade imediata é reduzir defeitos e variações; no longo prazo, os exportadores precisarão converter o melhor preparo em relações comerciais duradouras e maior valor agregado no país.

Análise completa do mercado

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