Setor de coco de Cebu aposta em produtos de maior valor e novos mercados
Produtores de coco e pequenas empresas de Cebu estão sendo incentivados a avançar da matéria-prima para produtos de maior valor, marcas próprias e mercados mais amplos. Uma feira de quatro dias com 25 expositores selecionados combina vendas, capacitação, encontros comerciais e apoio empresarial.
Cebu busca extrair mais valor da produção de coco
A indústria de coco de Cebu pretende elevar a renda por meio de processamento, desenvolvimento de produtos e maior acesso ao mercado, em vez de depender principalmente da produção de matéria-prima. Epifania Suralta, diretora regional adjunta do Departamento de Comércio e Indústria em Visayas Centrais, afirmou que empresas mais fortes e canais de venda mais amplos são essenciais para transformar produtores em empreendedores capazes de criar mercadorias de maior valor e desenvolver marcas.
Suralta falou durante a 2026 Coco Negosyo–Cebu Coconut Market Expo, realizada como parte da 40.ª Semana Nacional do Coco. Segundo ela, produzir é apenas uma parte da atividade comercial: as empresas também precisam de mercados viáveis, capacidades adequadas e contatos com compradores. O evento de quatro dias no Ayala Center Cebu inclui um Coco Bazaar com 25 expositores, permitindo que produtores e micro, pequenas e médias empresas apresentem produtos, encontrem consumidores e estabeleçam relações comerciais.
Programas públicos apoiam o desenvolvimento empresarial
Segundo o SunStar, os expositores foram avaliados no âmbito do Plano de Desenvolvimento dos Produtores e da Indústria do Coco, ou CFIDP. Os agricultores participantes estão inscritos no Sistema Nacional de Registro de Produtores de Coco. O CFIDP busca fortalecer a indústria e melhorar os meios de subsistência das comunidades produtoras.
No plano, o Departamento de Comércio e Indústria concentra sua atuação em pesquisa, marketing e promoção de mercado. O apoio pretende ajudar empresas a desenvolver produtos e chegar aos compradores, sem se limitar à venda na saída da propriedade. O órgão também atende negócios de coco e outros empreendimentos agrícolas por meio dos Negosyo Centers, do programa One Town, One Product Philippines, de instalações de serviços compartilhados e de iniciativas de empreendedorismo e mentoria.
Esses programas enfrentam obstáculos práticos à comercialização, como qualidade, embalagem, marca, normas, preços, marketing digital e capacidade produtiva. Para o Departamento, obter uma oportunidade de venda não é suficiente se a empresa não conseguir atender continuamente às exigências do comprador e estabelecer preços economicamente sustentáveis.
Feira conecta capacitação, produtos e compradores
A exposição de Cebu combina contato com o varejo, fórum tecnológico e treinamentos sobre cálculo de custos, marketing, vendas on-line e desenvolvimento empresarial de cooperativas. O programa também inclui um Fórum de Mulheres Agricultoras. Os organizadores reúnem produção, capacitação, inovação e acesso ao mercado para que as empresas possam testar produtos e, ao mesmo tempo, aprimorar suas competências comerciais.
Os itens expostos mostram oportunidades além das matérias-primas básicas do coco. As aplicações incluem alimentos e bebidas, cuidados pessoais, produtos domésticos, materiais e outros usos. A entrada nessas categorias pode permitir que produtores e processadores retenham uma parcela maior do valor criado depois da colheita. As empresas, porém, ainda precisam cumprir normas, garantir produção confiável e desenvolver demanda.
Expansão exige cooperação
Suralta afirmou que os órgãos públicos não conseguem desenvolver o setor sozinhos. Ela pediu a continuidade da cooperação entre a Autoridade Filipina do Coco, o Departamento de Comércio e Indústria, o Instituto de Capacitação Agrícola, a Autoridade de Desenvolvimento de Cooperativas, governos locais, cooperativas, produtores, empreendedores, universidades, empresas privadas e consumidores.
O DTI-Central Visayas pretende continuar utilizando feiras, encontros empresariais e plataformas de promoção para melhorar a preparação comercial das empresas de coco. Para produtores e processadores de Cebu, a renda dependerá não apenas do volume produzido, mas também da qualidade, da capacidade de processamento, do desenvolvimento de marcas e do acesso a clientes dispostos a comprar mercadorias de maior valor.