Setor citrícola de Entre Ríos busca acesso ao mercado dos Estados Unidos
O governador Rogelio Frigerio e exportadores regionais discutiram a abertura do mercado norte-americano aos citros doces de Entre Ríos. Regras trabalhistas, tributação e condições para investimentos também estiveram no centro das conversas.
Acesso aos Estados Unidos lidera a agenda
A província argentina de Entre Ríos está intensificando os esforços para obter acesso ao mercado dos Estados Unidos para seus citros doces. Os produtores buscam novos destinos de exportação e melhores condições para investir. Na sexta-feira, o governador Rogelio Frigerio visitou plantações em Concordia e reuniu-se com representantes da Câmara de Exportadores de Citros do Nordeste Argentino para discutir as dificuldades do setor e suas possibilidades de crescimento.
Segundo o Elonce, Frigerio afirmou que o governo provincial e o setor avaliam estar cada vez mais próximos de solucionar as restrições que limitam a expansão da atividade. A abertura do mercado norte-americano foi apontada como objetivo central, ao lado de mudanças nas normas trabalhistas e em determinados aspectos tributários. Não foram apresentados um cronograma para o acesso nem detalhes sobre as etapas regulatórias ainda pendentes.
Produtores querem mais segurança para investir
As conversas relacionaram o acesso às exportações com as condições necessárias para ampliar a capacidade produtiva. Frigerio destacou a importância dos produtores de citros doces para as economias provincial e nacional. O Agroempresario informou que avanços na abertura de mercados, na regulamentação trabalhista e na tributação poderiam estimular a produção, os investimentos e as exportações. Concordia está localizada em uma das principais regiões citrícolas de Entre Ríos, que abastece os mercados interno e externo.
Enrique Yelín, presidente da Câmara de Exportadores de Citros do Nordeste Argentino, reconheceu que a entrada nos Estados Unidos continua difícil, mas ressaltou o apoio do governo provincial. Para ele, uma reforma trabalhista poderia oferecer maior segurança jurídica aos produtores e incentivar novos investimentos. Os custos tributários também foram discutidos, embora as publicações não tenham identificado impostos específicos, alíquotas propostas ou medidas legislativas.
Importações não são vistas como ameaça central
A reunião também tratou das importações argentinas de citros. Yelín minimizou o impacto sobre os produtores locais, afirmando que os volumes são pequenos e normalmente entram no país para cobrir faltas temporárias causadas pelo clima. Segundo ele, a produção argentina abastece adequadamente o mercado, e as importações não foram apresentadas ao governador como um problema competitivo relevante.
A agenda imediata do setor permanece concentrada na abertura de novos mercados internacionais e na melhoria do ambiente operacional para produtores e exportadores. O acesso aos Estados Unidos poderia oferecer outro destino aos citros doces de Entre Ríos. As fontes fornecidas, porém, não apresentam números sobre a produção provincial, os volumes exportados, os preços ou a possível demanda norte-americana. O efeito comercial dependerá das condições de uma eventual autorização, incluindo os produtos habilitados e as exigências sanitárias e fitossanitárias aplicáveis aos fornecedores argentinos.