Sérvia mantém acesso à UE sob novas regras para antimicrobianos
A Sérvia pode continuar exportando animais vivos e produtos de origem animal para a UE após a entrada em vigor das novas exigências sobre antimicrobianos em 3 de setembro de 2026. O país foi incluído em meados de junho na lista de fornecedores cujos sistemas de controle atendem às novas condições.
Exportações continuam sob as novas condições
A Sérvia pode continuar exportando animais vivos e produtos de origem animal para a União Europeia após a entrada em vigor, em 3 de setembro de 2026, das novas regras europeias para medicamentos antimicrobianos. O Ministério da Agricultura, Silvicultura e Gestão da Água da Sérvia informou que a mudança não interromperá o acesso do país ao mercado do bloco.
As regras abrangem determinados animais vivos e produtos de origem animal destinados ao consumo humano. Os países exportadores precisam demonstrar que mantêm um sistema confiável de controle do uso de antimicrobianos e cumprem os padrões estabelecidos. Países incapazes de oferecer essas garantias não podem fornecer ao mercado da UE as mercadorias contempladas.
A medida busca combater a resistência antimicrobiana, que ocorre quando as bactérias se tornam resistentes aos antibióticos ao longo do tempo. A UE está endurecendo as condições para medicamentos veterinários usados na produção de alimentos como resposta a um importante desafio global de saúde pública.
Sérvia obteve aprovação antes da aplicação
Segundo o Ministério da Agricultura, a Sérvia foi incluída em meados de junho na lista de países que atendem às novas exigências. A classificação foi feita conforme o Regulamento da UE 2026/1189, que altera as condições de entrada no bloco para determinados animais e produtos de origem animal.
O ministério afirmou que a inclusão confirma o reconhecimento da conformidade dos sistemas sérvios de controle de medicamentos veterinários, proteção da saúde animal e segurança dos alimentos. Esse reconhecimento permitiu aos exportadores preservar o acesso quando o regulamento começou a ser aplicado em 3 de setembro.
O ministro da Agricultura, Silvicultura e Gestão da Água, Dragan Glamočić, havia afirmado que a decisão tinha importância direta para os produtores nacionais e a indústria de alimentos. Segundo ele, a medida oferece maior segurança às exportações, mantém o acesso a um dos mercados externos mais importantes da Sérvia e reforça a confiança na qualidade e segurança dos produtos sérvios.
Conformidade continua central para fornecedores
Para pecuaristas, processadores e exportadores, a inclusão na lista elimina o risco imediato de uma interrupção regulatória do comércio com a UE. Isso não reduz, porém, as obrigações de conformidade: o acesso dependerá da comprovação contínua do uso responsável de antimicrobianos e da confiabilidade dos controles veterinários e de segurança dos alimentos.
O ministério continuará trabalhando com as instituições competentes, o setor veterinário e os produtores para promover o uso responsável de medicamentos, proteger a saúde animal e avançar no alinhamento das regras sérvias aos padrões europeus. Essa coordenação será importante para as empresas das cadeias afetadas, pois a UE vincula a autorização para exportar à credibilidade dos controles nacionais, e não apenas à inspeção de cada remessa.