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Seca leva pecuaristas suíços a comprar feno na França

Pecuaristas suíços estão comprando feno e outros alimentos para animais na França enquanto a seca reduz a oferta dos dois lados da fronteira. Produtores franceses alertam que as propostas suíças de €220-230 por tonelada aceleram o consumo das reservas locais para o inverno.

Seca leva pecuaristas suíços a comprar feno na França

Seca aperta o mercado transfronteiriço de forragem

A forte seca que atinge várias regiões da Europa aumenta a pressão sobre os pecuaristas e intensifica a disputa por alimentos para animais na fronteira entre França e Suíça. Os estoques franceses de forragem diminuem rapidamente, enquanto agricultores suíços atravessam a fronteira para comprar feno e outros alimentos disponíveis no mercado francês, informou o Stiripesurse.ro.

A pressão é especialmente visível em Doubs, departamento francês que faz fronteira com a Suíça. Florent Dornier, presidente da seção local do sindicato rural francês FDSEA, afirmou que “dezenas e dezenas de caminhões” seguiam para o lado suíço. Produtores franceses temem que o ritmo atual das vendas comprometa seu próprio abastecimento depois que a seca já reduziu significativamente a produção de forragem e prejudicou as pastagens.

Compradores suíços oferecem um prêmio elevado

A oferta restrita elevou rapidamente os preços do feno. Uma tonelada normalmente vendida por cerca de €150 agora custa mais de €170. Os compradores suíços aceitam pagar €220-230 por tonelada, o que lhes dá uma vantagem clara sobre os pecuaristas franceses na disputa pelos mesmos estoques. O topo da faixa suíça está €60 acima do preço francês informado, superior a €170, e €80 acima do nível habitual.

A diferença de poder de compra amplia a pressão sobre as reservas locais, segundo a FDSEA. O problema vai além da saída de feno da França: os pecuaristas franceses afetados pela seca já começaram a usar a forragem reservada para a estação fria. Dornier disse que as propriedades da região consomem seus estoques há um mês e meio e alertou que, se o quadro continuar, os celeiros poderão ficar sem feno até o fim de janeiro.

Alfândega identifica cargas irregulares

Parte da forragem também atravessou a fronteira sem cumprir as formalidades aduaneiras exigidas, segundo a AA. Em um caso recente, um agricultor foi parado em uma estrada rural da comunidade fronteiriça de Les Fourgs enquanto transportava ilegalmente várias toneladas de alimento para a Suíça. As autoridades aduaneiras regionais de Besançon disseram que ele pode receber uma multa de até €3.700 e foi obrigado a revender a carga na França.

A prefeitura de Doubs confirmou que as inspeções encontraram vários carregamentos de forragem e palha em desacordo com as regras de exportação. As autoridades afirmaram, porém, que os casos identificados até agora envolvem iniciativas fraudulentas individuais e que nenhuma rede organizada foi descoberta. A distinção é relevante para o mercado regional: as conclusões oficiais indicam violações isoladas, não uma cadeia de abastecimento coordenada.

Risco para o inverno altera a política de alimentação

A Suíça também adotou medidas para facilitar a disponibilidade de alimento animal. No início de agosto, o governo suíço anunciou a suspensão das tarifas aduaneiras sobre as importações de milho destinado à alimentação animal. A medida amplia o acesso a uma fonte alternativa, mas não elimina a disputa imediata por feno e outras forragens necessárias à pecuária.

Para as propriedades dos dois lados da fronteira, o principal risco é a velocidade com que a seca transforma uma queda de produção em custos maiores e menor cobertura para o inverno. Os produtores suíços conseguem garantir volumes pagando um prêmio, enquanto os vendedores franceses precisam comparar a receita atraente com as necessidades de seus próprios rebanhos. Com as pastagens afetadas e os estoques de inverno já em uso, a disponibilidade futura dependerá da duração da seca e da demanda transfronteiriça elevada.

Análise completa do mercado

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