← Voltar às notícias

SAIL transporta por via aérea amostra de carvão coqueificável da Mongólia

A Steel Authority of India transportou por via aérea 1 tonelada de carvão coqueificável da Mongólia para testes de qualidade. Um eventual acordo de longo prazo dependerá da adequação do material, do custo entregue e da viabilidade do transporte a granel.

Uma tonelada chega para testes

A Steel Authority of India transportou carvão coqueificável da Mongólia por via aérea pela primeira vez, para avaliar se o país sem litoral pode tornar-se um fornecedor viável da siderurgia indiana. A Reuters informou, citando duas fontes com conhecimento da operação, que a siderúrgica controlada pelo Estado fretou uma amostra de 1 tonelada no início deste mês.

A SAIL verificará se o carvão atende às suas exigências para a produção de aço. Segundo a Reuters, a decisão sobre contratos de fornecimento de longo prazo dependerá de três fatores: qualidade do carvão, custo entregue e viabilidade de uma cadeia de transporte operacional. A SAIL e o Ministério da Mineração e Indústria Pesada da Mongólia não responderam aos pedidos de comentário da agência.

Logística a granel continua sendo o principal obstáculo

O transporte aéreo permite entregar rapidamente uma amostra de laboratório, mas não resolve o abastecimento comercial dos altos-fornos. A Mongólia não tem acesso direto a portos marítimos, portanto entregas regulares à Índia exigiriam longas conexões ferroviárias e marítimas por um terceiro país. Um analista do mercado de carvão metalúrgico disse à Reuters que a rota pela Rússia elevaria significativamente o custo do material em relação a outras ofertas, apesar de sua qualidade superior.

O teste separa a questão técnica do desafio logístico. Um resultado positivo mostraria que o carvão mongol pode integrar a mistura de matérias-primas da SAIL, mas a adoção comercial ainda exigiria capacidade confiável de movimentação, acordos de trânsito estáveis e um custo entregue competitivo. Produtores mongóis poderiam ampliar sua base de clientes na Índia, enquanto a SAIL ganharia outra fonte para um insumo essencial da siderurgia.

Índia e Mongólia concordaram no ano passado em trabalhar para garantir o fornecimento de carvão coqueificável e cobre às empresas indianas. A Reuters também havia noticiado naquele ano que a SAIL preparava o teste. A chegada da amostra leva o projeto à fase de avaliação física, embora as fontes não tenham indicado um cronograma para os resultados ou para embarques posteriores a granel.

Demanda indiana por importações deve crescer

A disponibilidade limitada de carvão coqueificável doméstico adequado torna as importações essenciais para as usinas indianas. A consultoria BigMint espera que as compras externas cresçam entre 3% e 5% no ano fiscal de 2026/2027, partindo de 64 milhões de toneladas no período anterior. A Austrália deve continuar como principal fornecedora, enquanto analistas também projetam aumento das compras da Rússia, de Moçambique e dos Estados Unidos.

O teste ocorre em um momento de aumento das necessidades de matérias-primas e dos custos das siderúrgicas indianas. A Reuters informou no início deste mês que os produtores elevaram os preços do aço após a alta do carvão coqueificável e a recuperação da demanda interna. A expansão da produção siderúrgica exigirá volumes muito maiores de carvão coqueificável, em sua maioria importados. A Mongólia só contribuirá para a diversificação se a vantagem de qualidade superar o custo e a complexidade do transporte de grandes volumes até a Índia.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.