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Safra polonesa de maçã pode cair abaixo de 3 milhões de toneladas

Geadas de primavera e granizo podem reduzir a safra de maçã da Polônia para menos de 3 milhões de toneladas, com perdas muito diferentes entre regiões. A oferta doméstica deve permanecer suficiente, mas haverá menos flexibilidade para atender mercados externos.

Safra polonesa de maçã pode cair abaixo de 3 milhões de toneladas

Previsão nacional aponta para uma safra menor

A Polônia pode colher menos de 3 milhões de toneladas de maçãs nesta temporada, segundo estimativa da Associação de Fruticultores da Polônia divulgada pelo SadyOgrody.pl. Mirosław Maliszewski, representante da entidade, afirmou que as análises indicam produção substancialmente inferior à das temporadas anteriores. A avaliação utiliza dados da maioria das regiões polonesas, incluindo os principais polos produtores de maçã.

O número nacional esconde grandes diferenças entre regiões e propriedades. De acordo com Maliszewski, o resultado dependeu do estágio de desenvolvimento das árvores, flores e frutas jovens durante as sucessivas entradas de ar frio. As geadas de primavera causaram danos relevantes, e algumas áreas também registraram perdas provocadas por granizo. Pomares que preservaram a frutificação podem obter melhores resultados financeiros, enquanto propriedades afetadas por mais uma temporada perdida tendem a se enfraquecer ainda mais.

Mercado doméstico deve continuar abastecido

Apesar da redução prevista, Maliszewski espera que a Polônia tenha maçãs suficientes para atender à demanda interna. Algumas variedades podem enfrentar escassez e gerar importações limitadas, mas ele não prevê compras externas em grande escala. A situação difere da observada no mercado de cerejas, produto que a Polônia importou em grande volume nesta temporada após uma safra especialmente elevada na Turquia.

A disponibilidade para exportação preocupa mais. Gala, variedade fundamental para as exportações polonesas de maçã, aparentemente resistiu relativamente bem às geadas de primavera. Parte dessa fruta, porém, será destinada ao mercado doméstico. Maliszewski alertou que o volume restante pode ser insuficiente para atender importadores de mercados menos atraentes em preço, citando o Egito. Caso a oferta de fruta comercializável fique apertada, os exportadores terão de decidir quais clientes priorizar.

Exportadores defendem vendas regulares

No nível empresarial, o cenário é mais variado. Mateusz Wajnert, diretor de vendas da exportadora polonesa Galster, disse ao Kobieta w Sadzie que a produção dos pomares próprios deve ficar próxima à do ano passado. A situação varia entre produtores parceiros de várias regiões vizinhas, e a colheita de Red Jonaprince pode ser um pouco menor. Ainda assim, Wajnert espera disponibilidade normal, sem volumes recordes nem excepcionalmente baixos. A área de pomares de maçã da Galster está inalterada há três anos; a única adição recente foram dois hectares de cerejeiras plantados no ano passado.

Wajnert considera que as vendas devem ser distribuídas ao longo da temporada, em vez de reter fruta à espera de preços mais altos. Entregas regulares preservam relações com clientes antigos e reduzem o risco de uma previsão de preço equivocada. A logística continua sendo sua principal preocupação antes do início da temporada. No longo prazo, os produtores precisam reforçar a proteção contra geadas: a Associação de Fruticultores da Polônia pede mudanças nas regras de uso da água e construção, acesso mais fácil à água e subsídios para instalações protetoras e equipamentos que aqueçam o entorno das flores e frutas jovens.

Análise completa do mercado

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