Safra chinesa de pomelo de Pinghe deve crescer 10% no início das exportações
A produção de pomelo de Pinghe deve aumentar cerca de 10% após uma pequena expansão da área cultivada. Os exportadores miram sobretudo a UE e a Rússia, mas enfrentam preços menores, logística cara e requisitos mais rigorosos.
Maior produção chega ao mercado externo
A temporada de colheita e exportação do pomelo de Pinghe, na China, começou com uma produção estimada cerca de 10% acima da registrada no ano anterior. O aumento pode disponibilizar mais fruta chinesa para a União Europeia e a Rússia, os dois principais mercados externos citados por um exportador local.
Segundo o CafeF, a área cultivada com pomelo cresceu ligeiramente em relação a 2025. Wen, responsável pela Pinghe County Lipeng Fruit Industry Co., prevê que essa expansão eleve a produção total em aproximadamente 10%. A qualidade geral permanece estável e os frutos apresentam tamanhos mais uniformes do que na temporada anterior. Essa regularidade facilita o atendimento às especificações dos compradores e a formação de lotes comerciais.
Preços recuam, mas a logística continua cara
As exportações acabam de começar, e as empresas estão organizando colheita, processamento inicial e transporte conforme a demanda. Os preços estão ligeiramente abaixo dos observados no mesmo período do ano passado. Wen espera relativa estabilidade no mercado, mas os exportadores seguem cautelosos, pois uma oferta maior não garante margens melhores.
O transporte continua sendo a principal pressão. De acordo com Wen, a capacidade marítima está relativamente estável e os prazos de trânsito diminuíram em comparação com o ano passado, mas o custo logístico total permanece alto. Os exportadores precisam equilibrar um preço de venda um pouco menor com o custo de transportar um produto perecível por longas distâncias. Wen espera uma queda dos fretes nos próximos meses.
UE e Rússia mantêm posição central
A UE e a Rússia continuam sendo os principais destinos da empresa. Com a retomada gradual dos embarques da nova temporada, as vendas nesses mercados são consideradas relativamente estáveis. O crescimento da produção deve ampliar a disponibilidade para compradores estrangeiros, embora a fonte não informe a safra total, a tonelagem exportada ou a participação de cada mercado.
A oferta adicional pode aumentar a concorrência entre fornecedores de cítricos na Europa e na Rússia, principalmente em tamanho, classificação, custo entregue e conformidade. O impacto sobre origens concorrentes, incluindo o Vietnã, dependerá dos volumes embarcados e dos preços de chegada, dados ainda não divulgados. Preços chineses ligeiramente menores podem melhorar a competitividade, mas a logística cara pode absorver parte dessa vantagem.
Novos mercados e controles mais rigorosos
A Pinghe County Lipeng Fruit Industry também avalia os Estados Unidos e a Nova Zelândia como possíveis mercados. A empresa pretende diversificar os canais de venda e reduzir a dependência de poucos destinos. A entrada, porém, dependerá do cumprimento das exigências de importação e fitossanitárias, além de custos de transporte comercialmente viáveis.
Segundo o CafeF, os compradores internacionais estão mais atentos a resíduos de pesticidas, qualidade e classificação das frutas. Também cresce a exigência por embalagens mais sustentáveis. Wen afirmou que essas condições obrigam os exportadores a melhorar a gestão desde os pomares até o armazenamento e o transporte, mantendo controles de qualidade em toda a cadeia de suprimentos.
As negociações devem ganhar força com a aproximação do pico de consumo. Para produtores e processadores, a safra maior oferece mais matéria-prima e potencial de vendas. Para os exportadores, a conta é mais apertada: a produção sobe cerca de 10% e os preços caem ligeiramente, enquanto a logística continua cara e as exigências aumentam. Importadores europeus e russos poderão receber mais frutas de tamanho uniforme, mas o efeito competitivo final dependerá dos fretes e dos volumes efetivamente entregues.