Rússia restringe frutas de caroço de cinco exportadores turcos a partir de 18 de julho
A Rússia restringirá temporariamente, a partir de 18 de julho de 2026, as importações de frutas de caroço de cinco exportadores turcos. A medida decorre de infrações fitossanitárias repetidas e abrange cerejas, ginjas, pêssegos, damascos e ameixas.
Restrições entram em vigor em 18 de julho
O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Rosselkhoznadzor, restringirá temporariamente, a partir de 18 de julho de 2026, as importações de frutas de caroço fornecidas por cinco exportadores turcos. Segundo a Rossiyskaya Gazeta, a categoria afetada inclui pêssegos, damascos, ginjas, cerejas, ameixas e outras frutas de caroço.
A medida incide sobre os embarques dos cinco exportadores, e não sobre todas as frutas de caroço da Turquia. As fontes disponíveis não identificam as empresas nem informam por quanto tempo as restrições permanecerão vigentes. Também não há números sobre os volumes embarcados por elas ou sua participação nas importações russas.
A Komsomolskaya Pravda descreveu a medida como uma restrição a ameixas, pêssegos e damascos turcos. Outras reportagens, entre elas a da Rossiyskaya Gazeta, apresentam uma cobertura mais ampla e acrescentam ginjas e cerejas à lista.
Autoridade cita violações repetidas de quarentena
O Rosselkhoznadzor afirmou que a decisão ocorreu após detecções repetidas ou sistemáticas de organismos quarentenários em frutas de caroço enviadas da Turquia ao mercado russo. Esses organismos são classificados como objetos de quarentena nos países membros da União Econômica Eurasiática. As reportagens não informam quais organismos foram encontrados nem quantos lotes estavam irregulares.
De acordo com a Rossiyskaya Gazeta, o órgão fundamentou as restrições no artigo VII da Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais e na Lei Federal russa n.º 206-FZ, de 21 de julho de 2014, “Sobre a quarentena vegetal”. A medida possui, portanto, uma justificativa fitossanitária ligada aos riscos para a sanidade vegetal e não representa uma proibição geral ao comércio de alimentos com a Turquia.
Para os fornecedores turcos, a consequência imediata é a perda de acesso de cinco exportadores ao mercado russo durante a temporada de verão das frutas de caroço. As cargas vinculadas a essas empresas terão de ser redirecionadas, retidas ou tratadas de acordo com eventuais exigências corretivas da autoridade russa. As reportagens fornecidas não indicam que outros exportadores turcos estejam sujeitos à medida.
Rota de abastecimento de verão enfrenta interrupção
As restrições podem alterar as compras dos importadores russos que obtêm pêssegos, damascos, ginjas, cerejas e ameixas das cinco empresas. O efeito real dependerá dos volumes desses fornecedores, da disponibilidade de produtos de outros exportadores turcos autorizados e de origens alternativas, além da duração da medida. Nenhuma dessas variáveis foi quantificada, de modo que ainda não é possível determinar um impacto amplo sobre os preços russos no atacado ou no varejo.
A decisão sucede outra medida fitossanitária russa envolvendo produtos da Armênia. A Komsomolskaya Pravda informou que o Rosselkhoznadzor havia restringido determinadas importações armênias de tomates e pepinos por violações fitossanitárias. As autoridades armênias contestaram a decisão e classificaram as medidas como sanções, enquanto o órgão russo afirmou agir conforme a legislação nacional. O Rosselkhoznadzor apresenta o caso das frutas de caroço turcas como uma resposta separada a detecções quarentenárias recorrentes.