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Rússia mantém liderança no petróleo da Índia e EUA avançam em GLP e GNL

A Rússia continuou sendo a maior fornecedora de petróleo bruto da Índia em agosto de 2026, apesar de uma pequena queda nas compras. Os Estados Unidos responderam por 51% das importações indianas de GLP e por 38% das de GNL.

Rússia mantém liderança no petróleo da Índia e EUA avançam em GLP e GNL

Petróleo russo mantém a primeira posição

A Rússia continuou sendo a maior fornecedora de petróleo bruto para as refinarias indianas em agosto de 2026, apesar do endurecimento das sanções ocidentais e da pressão internacional relacionada à guerra na Ucrânia, informou o Jagran. As compras indianas de petróleo russo recuaram ligeiramente no mês porque a China ampliou sua demanda e os descontos oferecidos pela Rússia diminuíram.

O movimento mostra como a concorrência de preços influencia a distribuição dos barris russos na Ásia. As refinarias indianas têm sido grandes compradoras de petróleo russo com desconto, mas a redução desse diferencial diminui a vantagem sobre outros tipos de petróleo. A demanda chinesa mais forte também pode redirecionar cargas disponíveis e levar os compradores indianos a comparar com mais atenção as ofertas russas com o fornecimento de outras regiões produtoras.

Estados Unidos alcançam a maior participação no gás importado

O abastecimento indiano de gás seguiu outra direção. Os Estados Unidos se tornaram em agosto o maior fornecedor do país tanto de gás liquefeito de petróleo quanto de gás natural liquefeito. Das importações indianas de 1,1 milhão de toneladas de GLP, os Estados Unidos forneceram cerca de 51%, ou 0,6 milhão de toneladas. Emirados Árabes Unidos e Argélia foram outras origens relevantes, com 0,1 milhão de toneladas cada.

Os Estados Unidos também entregaram 0,8 milhão de toneladas de GNL, o equivalente a 38% das importações indianas de 2,2 milhões de toneladas em agosto. Omã apareceu em seguida, com 0,5 milhão de toneladas, e a Nigéria forneceu 0,4 milhão. No mês, o fornecimento norte-americano superou o dos parceiros tradicionais da Índia no Golfo tanto em matéria-prima para gás de cozinha quanto em GNL.

Segurança no abastecimento eleva os custos de transporte

O Jagran relacionou a diversificação às tensões geopolíticas na Ásia Ocidental e às dificuldades na movimentação de navios pelo estreito de Ormuz. Comprar mais gás dos Estados Unidos e da África reduz a dependência indiana dos exportadores próximos do Golfo e distribui o risco entre mais rotas. No entanto, as viagens mais longas aumentam os custos de frete e seguro marítimo, elevando o preço final para os importadores indianos.

A mudança nos fluxos comerciais não se limita às compras da Índia. Danos causados por ataques ucranianos a refinarias russas criaram demanda por combustíveis de reposição. A Índia passou a figurar ao lado de Turquia e Marrocos entre os principais exportadores de gasolina e diesel para a Rússia, segundo o Jagran. Assim, o país importa petróleo russo e fornece derivados de volta a um mercado com capacidade de processamento afetada. Para refinarias e traders, a composição de agosto representa duas estratégias distintas: o petróleo russo com desconto continua importante para a economia do refino, enquanto as compras de GLP e GNL se tornam geograficamente mais diversificadas, mesmo com custos logísticos maiores.

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