Rússia inicia colheita de girassol de 2026 com cerca de 3 mil hectares no sul
As fazendas russas colheram cerca de 3,8 mil hectares de girassol, dos quais aproximadamente 3 mil ficam no Distrito Federal do Sul. Segundo a RUSEED, a produtividade inicial está próxima do nível do ano passado e a área nacional alcança cerca de 13,3 milhões de hectares.
Fazendas do sul abrem a colheita
A Rússia iniciou a colheita de girassol de 2026, com as fazendas do Distrito Federal do Sul sendo as primeiras a entrar nos campos. Segundo uma análise do centro RUSEED publicada pela ZOL, cerca de 3,8 mil hectares foram colhidos em todo o país. O Distrito Federal do Sul responde por aproximadamente 3 mil hectares desse total.
A área colhida ainda representa apenas uma pequena parcela do cultivo nacional, portanto os resultados iniciais não permitem uma projeção confiável da produção. A RUSEED informou, porém, que a produtividade inicial permanece aproximadamente no nível do ano passado. O dado oferece uma primeira referência para esmagadoras e comerciantes de oleaginosas, embora a oferta nacional dependa de áreas muito maiores que ainda aguardam a colheita.
O início no sul é relevante porque essas fazendas fornecerão alguns dos primeiros lotes de semente de girassol da nova safra para processamento. A velocidade de expansão dos trabalhos influenciará o momento em que as esmagadoras receberão maiores volumes de matéria-prima. A fonte não apresentou dados sobre produção total, preços da semente ou margens de esmagamento.
Área plantada chega a 13,3 milhões de hectares
A área russa de girassol em 2026 é estimada em cerca de 13,3 milhões de hectares, incluindo as novas regiões, segundo a RUSEED. Nove das dez maiores regiões produtoras ampliaram o plantio. Os agricultores aumentaram assim sua exposição à oleaginosa, apesar das diferenças regionais de clima e desenvolvimento das lavouras.
O maior avanço informado ocorreu no Bascortostão, onde a área cresceu 25%. Na região de Orenburg, a expansão foi de 16%, enquanto Samara registrou alta de 10%. O território de Krasnodar foi a única região entre as dez principais a reduzir sua área de girassol.
O aumento do plantio cria potencial para um volume maior de sementes chegar ao setor de esmagamento, mas a área, isoladamente, não determina a oferta final. A produtividade nas zonas do Volga, da região Central e da Sibéria será decisiva. As diferenças regionais também podem afetar os locais de disponibilidade e as distâncias que as indústrias precisarão percorrer para transportar a matéria-prima.
Tempo seco abre janela para os trabalhos
O sul da Rússia deverá receber chuvas abaixo da média nas próximas duas semanas. Segundo a RUSEED, a maior parte da precipitação ocorrerá no fim de agosto, seguida por um período predominantemente seco. Para as fazendas que já começaram, a ausência de chuvas prolongadas pode acelerar os trabalhos e reduzir as interrupções das colheitadeiras.
A mesma previsão traz risco para as lavouras de plantio tardio. A RUSEED alertou que o agravamento da falta de umidade pode limitar o enchimento final das sementes. O tempo seco pode, portanto, melhorar a eficiência da colheita e ao mesmo tempo prejudicar a formação da produtividade em áreas que ainda não atingiram plena maturidade.
A maior parte da campanha ainda está por vir. Fazendas dos distritos federais Central, do Volga e da Sibéria deverão entrar na colheita nas próximas semanas. Seus resultados mostrarão se a expansão da área produzirá maior oferta de oleaginosas e melhor disponibilidade para as esmagadoras russas. Até que essas regiões divulguem área colhida e produtividade, os números atuais devem ser tratados como uma atualização operacional inicial, e não como uma estimativa da produção nacional.