Exportações russas de ração para cães e gatos saltam um terço, para US$ 101 milhões, no início de 2026
A Rússia aumentou as exportações de ração para gatos e cães em 33% em volume e 1,5 vez em valor entre janeiro e maio de 2026, para cerca de 42 mil toneladas e US$ 101 milhões, segundo a Agroexport. Belarus e o Cazaquistão absorveram a maior parte, e a Sérvia surgiu como novo comprador estável.
Exportações russas de ração para pets sobem um terço no início de 2026
A Rússia aumentou as exportações de ração para gatos e cães em 33% em volume e 1,5 vez em valor entre janeiro e maio de 2026, atingindo cerca de 42 mil toneladas no valor de US$ 101 milhões, informou à TASS o centro federal Agroexport. No mesmo período de 2025, os embarques somaram 31 mil toneladas no valor de mais de US$ 66 milhões. O avanço levou a um novo pico um segmento pequeno, mas de rápida expansão, das exportações agroalimentares russas.
A Agroexport ressaltou que os números de janeiro a maio de 2026 não incluem os dados de maio dos países da União Econômica Euroasiática (UEEA). Mesmo com essa lacuna, o resultado marcou um valor recorde para os primeiros cinco meses de qualquer ano. O pico anterior havia sido registrado em 2022, em pouco mais de US$ 82 milhões, de modo que o total de 2026 já supera o recorde anterior, apesar da ausência dos dados de maio para parte da região.
Compradores concentrados em mercados vizinhos
A demanda por ração russa manteve-se ancorada em países vizinhos, a maioria membros da UEEA ou da Comunidade dos Estados Independentes. Segundo a Agroexport, os maiores importadores em 2026 foram:
- Belarus – mais de US$ 64 milhões
- Cazaquistão – mais de US$ 22 milhões
- Uzbequistão – mais de US$ 4 milhões
- Azerbaijão – cerca de US$ 3 milhões
- Quirguistão – mais de US$ 2 milhões
Só Belarus recebeu mais de US$ 64 milhões, bem mais da metade do total de US$ 101 milhões, enquanto o Cazaquistão acrescentou outros US$ 22 milhões. Juntos, os dois mercados absorveram a clara maioria dos embarques russos de ração, o que ressalta o quanto o comércio está atrelado ao espaço econômico pós-soviético. Os demais destinos citados – Uzbequistão, Azerbaijão e Quirguistão – responderam por apenas alguns milhões de dólares cada.
Um novo apoio na Sérvia
Em 2026, a Rússia também começou pela primeira vez a exportar ração de forma estável para a Sérvia. Os embarques alcançaram 120 toneladas entre janeiro e maio, ante apenas 15 toneladas em todo o ano calendário anterior. O volume absoluto ainda é pequeno diante dos fluxos para Belarus ou o Cazaquistão, mas sinaliza uma demanda surgindo além dos destinos tradicionais da UEEA e da CEI e dá aos produtores russos um primeiro cliente regular nos Bálcãs.
Preços e volumes em alta ao mesmo tempo
Como o valor das exportações cresceu mais rápido do que a tonelagem, os preços médios por unidade também subiram. Os volumes aumentaram cerca de um terço, enquanto a receita cresceu metade, o que indica que os fornecedores russos obtêm retornos maiores por tonelada mesmo embarcando mais produto. Essa combinação de quantidades maiores a preços mais firmes é incomum em uma categoria de alimento próxima de commodity e sugere um segmento em amadurecimento, e não apenas um salto pontual.
Para os importadores da Ásia Central, de Belarus e do Cáucaso do Sul, os números apontam para uma oferta maior e mais estável de ração embalada para gatos e cães a partir de uma fonte próxima. Para os exportadores russos, o recorde de US$ 101 milhões confirma a ração como um dos nichos de crescimento mais rápido do comércio agrícola do país, ainda que sua base de clientes permaneça estreita e fortemente concentrada em poucos Estados vizinhos.
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