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Excedente russo de óleo de girassol contrasta com escassez de proteína para ração

A autossuficiência russa em óleo de girassol supera 140%, enquanto cerca de 30% da produção é exportada. Ao mesmo tempo, a forte procura por torta e farelo sustenta as margens das indústrias, pois o consumo de proteína para ração cresce mais rapidamente que a produção.

Excedente russo de óleo de girassol contrasta com escassez de proteína para ração

Produção de óleo supera a necessidade interna

A Rússia produz significativamente mais óleo de girassol do que o mercado interno consome. Isso deixa um excedente exportável relevante para as indústrias, embora outro segmento da cadeia do girassol enfrente uma oferta mais apertada. Segundo o ZOL.ru, a autossuficiência do país em óleo de girassol supera 140%, o que significa que a produção está mais de 40% acima do consumo doméstico.

O processamento de sementes de girassol atingiu o recorde de 17,5 milhões de toneladas na temporada 2024/2025, informou o ZOL.ru. A publicação estimou a produção de óleo bruto em quase 3,65 milhões de toneladas. Cerca de 30% desse volume é exportado e o restante é absorvido pelo mercado russo. Os números mostram que o setor depende tanto das vendas domésticas quanto do acesso a compradores estrangeiros.

Consumidores mantêm preferência pelo girassol

O consumo interno continuou crescendo e chegou a 8,1 quilogramas por habitante, de acordo com a reportagem. A procura permaneceu firme apesar da concorrência dos óleos de palma e soja, que custam 18-24% menos que o óleo de girassol. O ZOL.ru classificou a elasticidade da procura nesse segmento como extremamente baixa, indicando que mudanças nos preços relativos têm pouco efeito sobre a decisão dos consumidores.

Essa preferência oferece um canal doméstico estável para refinarias e empresas de envase. Contudo, com autossuficiência superior a 140%, o consumo local não consegue equilibrar sozinho o mercado. As exportações continuam necessárias para escoar o excesso de óleo e manter os volumes de processamento. Cerca de 30% da produção já segue para o exterior, embora a fonte não tenha identificado os destinos nem os preços de exportação.

Coprodutos para ração sustentam as margens

A parte mais apertada do mercado é a torta e o farelo de girassol, coprodutos ricos em proteína que permanecem após a extração do óleo. O ZOL.ru estimou a produção conjunta em cerca de 13,5 milhões de toneladas e afirmou que todo o volume é consumido pela pecuária e pela avicultura russas. O consumo de proteína para ração cresce mais rapidamente que a produção, gerando um déficit persistente e sustentando preços elevados.

Esse desequilíbrio altera a economia do esmagamento. Segundo o ZOL.ru, são atualmente as margens obtidas com torta e farelo, e não com óleo de girassol, que garantem a rentabilidade de muitas unidades. Os preços firmes dos coprodutos ajudam as indústrias a enfrentar a volatilidade do óleo vegetal e preservam a procura por sementes, mesmo quando o mercado de óleo está bem abastecido.

O resultado é um mercado dividido: a Rússia dispõe de óleo de girassol excedente para exportação, mas a produção de proteína para ração não acompanha a procura da pecuária e da avicultura. Produtores e esmagadores se beneficiam da demanda firme por torta e farelo, enquanto os compradores de ração enfrentam oferta limitada. A continuidade das margens dependerá de a crescente procura por alimentação animal seguir compensando as oscilações dos preços do óleo e das condições de exportação.

Análise completa do mercado

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