Matrículas de automóveis novos na Roménia caem 11% em setembro
As matrículas romenas de automóveis ligeiros novos caíram cerca de 11% em termos homólogos em setembro de 2026, prolongando a forte deterioração após o primeiro semestre. Os veículos eletrificados ganharam espaço, enquanto os modelos a gasolina e gasóleo registaram quedas acentuadas.
Matrículas recuam em setembro
O mercado romeno de automóveis ligeiros novos voltou a contrair-se em setembro de 2026, anulando o ligeiro crescimento registado durante o primeiro semestre. Dados preliminares da Direção-Geral de Cartas de Condução e Matrículas de Veículos, DGPCI, analisados pela APIA, apontam para 10 952 matrículas, menos 11% do que em setembro de 2025, segundo o Ziarul Unirea.
A ACAROM, que utiliza a mesma fonte de dados da DGPCI, apresentou um total ligeiramente diferente: 11 068 veículos e uma queda homóloga de 11,2%. A diferença não altera a direção do mercado. Concessionários e fabricantes enfrentaram mais um mês de volumes inferiores depois da descida muito mais acentuada de 37% em agosto, face a agosto de 2025.
A fraqueza persistiu apesar do início, em julho, de uma nova edição do programa romeno Rabla de incentivo à compra de veículos. Os números de setembro indicam que o programa não tinha gerado procura adicional suficiente para inverter a contração até ao final do terceiro trimestre. Para fabricantes e redes de concessionários, a gestão de stocks, os preços e o calendário de entregas ganham importância nos últimos meses de 2026.
Balanço de nove meses passa para terreno negativo
As matrículas de automóveis novos totalizaram 97 210 unidades nos primeiros nove meses de 2026, uma queda de 10,62% face ao período homólogo de 2025. O momento da desaceleração é relevante. Após os primeiros seis meses, o mercado ainda crescia 0,3% em termos homólogos, o que significa que a queda acumulada se formou durante o trimestre seguinte.
A contração não se limitou aos veículos novos. As primeiras matrículas de automóveis ligeiros usados na Roménia caíram 14,7% em setembro, para 27 537 unidades. Nos primeiros nove meses, recuaram 13,6%, para 227 107 unidades. Os compradores não se limitaram a trocar veículos novos por usados importados ou comercializados no país; ambos os segmentos registaram menos matrículas.
Para os distribuidores automóveis, a queda simultânea limita a possibilidade de compensar vendas fracas de carros novos através do negócio de usados. Também revela uma pressão generalizada sobre a compra de veículos, e não uma simples transferência entre categorias de preços. Os dados disponíveis não identificam as causas dessa pressão, mas mostram que a contração se agravou consideravelmente depois de junho.
Eletrificados crescem num mercado mais pequeno
Os dados por motorização revelaram uma forte divergência. As matrículas de automóveis eletrificados aumentaram 16%, enquanto os veículos totalmente elétricos também cresceram 16%, para 869 unidades. Em contraste, as matrículas de carros a gasolina caíram 33,7%, e as de modelos a gasóleo recuaram 39,4%. Os veículos eletrificados reforçaram assim a sua posição, apesar da contração do mercado total.
A Dacia manteve a liderança com 2 705 automóveis matriculados em setembro. A chinesa BYD subiu ao quarto lugar com 708 veículos, ultrapassando a Volkswagen. Por modelos, o Dacia Logan liderou com 1 148 matrículas, seguido pelo Dacia Duster com 609, pelo Toyota Corolla Cross com 559 e pelo Dacia Sandero com 536.
A classificação das marcas mostra duas tendências simultâneas. A Dacia conservou uma vantagem substancial no seu mercado doméstico, enquanto o quarto lugar da BYD demonstrou que um fornecedor chinês de veículos elétricos pode avançar durante uma contração geral das vendas. Importadores e marcas estabelecidas enfrentam agora um mercado total mais pequeno e uma concorrência mais intensa no segmento eletrificado, que continua a crescer apesar da menor procura global por automóveis ligeiros.