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Indústria romena da madeira redireciona exportações para produtos de maior valor

A indústria romena da madeira fatura mais de 70 mil milhões de leus por ano e vende mobiliário para 120 países. Os produtores apostam em tecnologia, design e reciclagem para gerar mais valor com produtos transformados, em vez de depender das matérias-primas.

Indústria romena da madeira redireciona exportações para produtos de maior valor

Uma grande indústria com amplo peso no emprego

A indústria romena da madeira procura obter mais valor dos recursos nacionais através de produtos transformados, tecnologia e design. O setor inclui exploração florestal, transformação de madeira, fabrico de mobiliário e indústrias de pasta e papel, ligando fornecedores de matérias-primas a fábricas que abastecem habitações, escritórios, espaços comerciais e hotéis.

Segundo a Antena 3, a indústria gera mais de 70 mil milhões de leus em receitas anuais e representa 3,5% do produto interno bruto da Roménia. Oana Bodea, diretora-executiva da Kronospan, afirmou que o setor sustenta mais de 100.000 pessoas, enquanto outros cálculos apontam para 150.000. Esta base de emprego torna a atividade particularmente importante para comunidades cuja economia depende da floresta e da indústria transformadora.

A próxima fase não se limita, portanto, ao aumento do volume de madeira produzido. Empresas e responsáveis políticos concentram-se na quantidade de design, tecnologia, trabalho e criatividade que pode ser incorporada nos produtos finais antes da venda a clientes nacionais ou estrangeiros.

O mobiliário romeno chega a 120 países

O mobiliário ocupa o centro do modelo romeno de exportação com maior valor acrescentado. Bodea afirmou que os móveis romenos chegam a 120 países, conferindo ao setor uma presença internacional particularmente ampla. Os fabricantes fornecem mobiliário residencial e produtos destinados a espaços comerciais, escritórios e hotelaria.

A Antena 3 informou que as exportações de mobiliário aumentaram de 2,18 mil milhões de € em 2016 para 2,49 mil milhões de € em 2025, uma subida de 14%. Os números mostram crescimento, mas também explicam a importância do desenvolvimento de produto: o acesso a muitos mercados não garante, por si só, uma rápida expansão do valor exportado.

Os fabricantes romenos diversificaram as gamas e adaptaram-nas às exigências dos compradores internacionais. Adrian Pop, secretário de Estado do Ministério da Economia, Digitalização, Empreendedorismo e Turismo, afirmou que o rumo pretendido passa por mais inovação, menor dependência das matérias-primas e prioridade aos produtos com elevado valor acrescentado.

Tecnologia e produção circular definem a estratégia

O avanço para etapas posteriores da cadeia coloca o investimento em tecnologia industrial, desenvolvimento de produto e design no centro da estratégia. Uma maior transformação interna permite manter na Roménia uma parcela superior do valor de cada artigo. Para os compradores estrangeiros, a mudança significa uma oferta mais vasta de bens acabados e especializados, em vez de uma carteira de exportação concentrada em produtos básicos de madeira.

A sustentabilidade é outro elemento deste reposicionamento. A madeira armazena carbono e pode ser reutilizada, reparada e reciclada, três atividades apresentadas como pilares da economia circular. Bodea pediu aos consumidores que entreguem caixas, cadeiras e mesas de madeira usadas em centros de recolha, em vez de as queimarem, porque o material recuperado pode dar origem a novos móveis.

A reciclagem pode fornecer matéria-prima secundária aos fabricantes e reduzir a perda de madeira aproveitável. O seu impacto industrial dependerá dos sistemas de recolha e da capacidade das empresas para incorporar material recuperado em produtos competitivos. O objetivo coincide com a estratégia geral de exportação: extrair mais valor económico de cada unidade de madeira.

O fabrico e a comercialização de mobiliário continuam entre os maiores contribuintes da indústria transformadora romena. O dado mais recente citado pela Antena 3 coloca o impacto fiscal total em 7,7 mil milhões de leus em 2024. Com vendas em 120 mercados externos, a posição competitiva dependerá cada vez mais da capacidade da tecnologia, dos produtos diferenciados e da produção circular para elevar o valor mais depressa do que o volume físico.

Análise completa do mercado

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