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Perturbações em Ormuz levam segurança ao centro das compras de embalagens

A volatilidade do fornecimento de petróleo está mudando as compras de filmes, caixas e equipamentos de armazém. Empresas concentram fornecedores, adotam automação de menor escala e avaliam embalagens de papel para reduzir a exposição a materiais derivados do petróleo.

Perturbações em Ormuz levam segurança ao centro das compras de embalagens

Choque no petróleo alcança a cadeia de embalagens

Tensões geopolíticas e interrupções de matérias-primas estão transformando a compra de embalagens numa avaliação ampla da segurança de abastecimento. Segundo o veículo comercial polonês dlahandlu.pl, as empresas verificam cada vez mais se o fornecedor consegue manter entregas, com que rapidez reage a problemas e quanto cada material está exposto a choques globais.

O primeiro semestre de 2026 mostrou como gargalos distantes de transporte podem afetar a rotina dos armazéns. Citando a Agência Internacional de Energia, o dlahandlu.pl informou que o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz caiu, no ponto mais crítico, de cerca de 20 milhões para 2,7 milhões de barris por dia. O volume acumulado de fornecimento afetado superou 1,3 bilhão de barris. Embora a situação esteja se estabilizando gradualmente, o episódio revelou a dependência industrial de matérias-primas originadas em regiões instáveis.

Embalagens produzidas com insumos derivados do petróleo são diretamente afetadas. Filmes e outros plásticos enfrentam mudanças de preço e disponibilidade quando o mercado de petróleo fica volátil. Por isso, os departamentos de compras passaram a considerar continuidade, risco de estoque e substituição de materiais, além das especificações técnicas e do custo unitário.

Compradores concentram pedidos em menos fornecedores

A pesquisa 2025 Global Chief Procurement Officer Survey, da Deloitte, coloca a incerteza geopolítica entre os principais desafios dos gestores de compras. Construir cadeias mais resistentes tornou-se, portanto, um objetivo empresarial central. As observações da RAJAPACK no primeiro semestre de 2026 também mostram que os clientes atribuem maior importância à capacidade de resposta do fornecedor e à simplificação dos processos.

Uma reação visível é a concentração das compras. Empresas que antes encomendavam caixas, materiais de proteção, máquinas de embalagem e equipamentos de armazém de vendedores diferentes procuram agora um parceiro para várias categorias. Menos contrapartes facilitam a gestão e permitem reagir mais rápido a falhas de entrega, embora a concentração dos gastos também aumente a importância da seleção e dos planos alternativos.

A Deloitte igualmente inclui a concentração de gastos entre as estratégias para ampliar a resistência das organizações. Jarosław Kamiński, diretor-geral da RAJAPACK Polska, afirmou que os clientes buscam cada vez mais um parceiro capaz de atender conjuntamente às necessidades de embalagem e equipamentos de armazém. Na avaliação dele, o modelo torna as entregas mais previsíveis e simplifica a gestão das compras.

Automação avança nos armazéns médios

Custos trabalhistas crescentes, prazos menores de processamento e espaço limitado aumentam o interesse pela automação. Ela deixou de ser exclusiva dos grandes centros logísticos: empresas de médio porte e lojas virtuais estudam pequenos sistemas para estações específicas de embalagem e separação de pedidos.

Dados da Deloitte citados pelo dlahandlu.pl mostram que 68% das organizações apontaram o aumento da eficiência operacional como uma das principais prioridades para 2025. Outros 41% consideraram os investimentos em digitalização e automação de compras uma direção essencial. Isso não exige a instalação imediata de um grande sistema integrado. Equipamentos menores podem reduzir tarefas repetitivas, melhorar a ergonomia e aproveitar melhor uma área restrita.

Papel ganha espaço como instrumento de gestão de risco

Também cresce o interesse por sistemas de embalagem em papel. A escolha continua dependendo do produto, do transporte e do setor, e o papel não substitui o filme em todas as aplicações. Os compradores, porém, avaliam com mais atenção a disponibilidade de matérias-primas, a reciclabilidade, a conformidade regulatória e a estabilidade futura do abastecimento.

A Future Market Insights prevê que o mercado mundial de papéis especiais, incluindo aplicações em embalagens, aumente de US$ 18,9 bilhões em 2026 para US$ 31,1 bilhões em 2036. As embalagens devem continuar como a maior aplicação, com quase 40% do mercado. A projeção apoia o interesse em investimentos, embora cada solução ainda precise ser avaliada conforme o desempenho e as exigências do transporte.

A mudança nas compras vai além da troca de um material por outro. As empresas estão analisando fornecedores, projeto das estações, equipamentos e exposição a matérias-primas como um único sistema. Para fabricantes e distribuidores de embalagens, confiabilidade e velocidade de resposta ganham importância competitiva; para operadores de armazéns, a conta inclui cada vez mais continuidade e produtividade do trabalho, além do preço de compra.

Análise completa do mercado

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