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Receita russa com óleo de colza na China se aproxima de US$ 1,1 bilhão

A Rússia faturou quase US$ 1,1 bilhão com vendas de óleo de colza à China entre janeiro e julho de 2026. A receita atingiu 1,4 vez o nível de um ano antes e manteve o país como maior fornecedor chinês, à frente dos Emirados Árabes Unidos e de Belarus.

Receita russa com óleo de colza na China se aproxima de US$ 1,1 bilhão

Receita aumenta cerca de US$ 312 milhões

Os exportadores russos faturaram quase US$ 1,1 bilhão com entregas de óleo de colza à China nos primeiros sete meses de 2026, segundo a Lenta.ru, que citou a Interfax e dados da Administração Geral das Alfândegas da China. A receita atingiu 1,4 vez o resultado do mesmo período de 2025, quando somou US$ 788,2 milhões.

O aumento anual foi de aproximadamente US$ 312 milhões. As estatísticas aduaneiras apresentadas na reportagem medem o valor das remessas, e não seu volume físico. Assim, não é possível determinar quanto do avanço veio de maiores quantidades e quanto refletiu mudanças nos preços ou na composição do produto. Ainda assim, a dimensão do aumento indica uma expansão relevante no valor do comércio bilateral de óleo de colza.

Rússia mantém ampla liderança

O desempenho permitiu que a Rússia continuasse como a maior fornecedora do óleo de colza importado pela China. Os Emirados Árabes Unidos também ficaram entre os três principais fornecedores, com US$ 152,7 milhões em vendas, enquanto Belarus forneceu US$ 123 milhões. A receita russa foi, portanto, várias vezes superior ao valor registrado por cada uma dessas duas origens concorrentes.

A diferença é relevante para processadores e traders porque o mercado chinês consegue absorver grandes carregamentos de óleo vegetal. A liderança fortalece a posição da indústria russa de esmagamento e refino no país asiático. Ao mesmo tempo, a presença dos Emirados Árabes Unidos e de Belarus mostra que os compradores chineses continuam usando diferentes canais de abastecimento.

Os números disponíveis não identificam exportadores individuais, preços contratuais, volumes embarcados ou as regiões russas onde o óleo foi processado. Também não esclarecem se os Emirados Árabes Unidos forneceram produto nacional ou atuaram em operações comerciais e de reexportação. Dados de volume e preço serão necessários para que o mercado avalie com maior precisão as margens e a utilização da capacidade industrial.

Outros fluxos agrícolas também avançam

O óleo de colza não foi o único produto agrícola russo com maior demanda chinesa. A Lenta.ru informou que as compras chinesas de trigo russo aumentaram 243 vezes em julho, enquanto as aquisições de cevada russa quadruplicaram. As fontes não apresentaram volumes físicos nem valores monetários para esses fluxos de grãos.

Em conjunto, os dados de óleo e grãos apontam para o crescimento das compras chinesas em várias categorias agrícolas russas. Para os processadores de oleaginosas, a questão central é se a demanda por óleo de colza continuará forte o suficiente para sustentar o esmagamento e a disputa pela matéria-prima. Para os traders, o fluxo de quase US$ 1,1 bilhão confirma a crescente importância comercial da China. A concentração em um destino principal, porém, aumenta a exposição a mudanças nas compras chinesas, nas exigências aduaneiras e nas condições do mercado interno de óleos vegetais.

Análise completa do mercado

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