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Receita mensal do Quênia com exportações de frutas cresce 19,8%

O Quênia faturou 5,70 bilhões de KSh com exportações de frutas em junho de 2026, alta anual de 19,8% e o segundo maior resultado mensal já registrado. Como o volume recuou 1,0%, o avanço veio principalmente do aumento de aproximadamente 21% no valor exportado por tonelada.

Receita mensal do Quênia com exportações de frutas cresce 19,8%

Maior valor por tonelada eleva a receita mensal

A receita do Quênia com exportações de frutas chegou a 5,70 bilhões de KSh em junho de 2026, avanço de 19,8% sobre junho de 2025, segundo o Business Today. Foi o segundo maior resultado mensal já registrado e apenas a terceira vez que a receita superou 5 bilhões de KSh em um único mês.

O crescimento não veio acompanhado de expansão equivalente nos embarques. O volume exportado ficou em 25.742 toneladas, queda anual de 1,0% e, portanto, praticamente estável. O valor médio gerado por tonelada exportada aumentou aproximadamente 21%. Preços, composição dos produtos e acesso a mercados de maior valor pesaram mais em junho do que o aumento da tonelagem.

Para produtores, empresas de embalagem e exportadores, o resultado mostra que a receita pode crescer mesmo com oferta física estável. Também amplia a importância comercial da qualidade, do momento da colheita e do cumprimento das normas de exportação, sobretudo durante a principal temporada de embarques de abacate.

Dados anuais permanecem abaixo do período anterior

O forte desempenho de junho não reverteu totalmente a queda do ano financeiro de 2025/26. O Quênia exportou 231.727 toneladas de frutas, no valor de 40,56 bilhões de KSh, ante 251.594 toneladas avaliadas em 43,30 bilhões de KSh no período comparativo informado pelo Business Today. O volume caiu 7,9% e a receita recuou 6,3%.

O ritmo melhorou no encerramento do ano financeiro. Entre abril e junho, a receita alcançou 14,61 bilhões de KSh, apesar da tonelagem ligeiramente menor. A diferença entre valor e volume indica que os exportadores obtiveram melhor retorno sobre as frutas embarcadas no último trimestre, embora a fonte não tenha detalhado os preços de cada produto.

Para as empresas ligadas à horticultura queniana, os números mensais e anuais oferecem sinais diferentes. Embarques e receitas ficaram menores no ano, mas junho mostrou que valores unitários mais altos podem compensar parcialmente volumes mais fracos. A continuidade da melhora dependerá da qualidade, do acesso aos mercados e da composição dos próximos carregamentos.

Abacate sustenta o comércio de frutas

O abacate continua sendo a fruta que mais gera receita de exportação para o Quênia, seguido pelo abacaxi e pela manga. O Business Today apresenta o país como o maior exportador africano de abacate e o quinto maior do mundo. A produção atingiu o recorde de 694.000 toneladas em 2025 e tinha projeção de alta de 4,8%, para 727.000 toneladas em 2026.

As exportações de abacate fresco totalizaram 121.000 toneladas em 2025, queda de 23%. A fonte relacionou o recuo às perturbações no mar Vermelho e à suspensão, pela Autoridade de Agricultura e Alimentos, dos embarques de frutos imaturos. Para 2026, eram esperados embarques frescos entre 130.000 e 140.000 toneladas, com crescimento de 7,4% citado pela fonte.

Os Países Baixos receberam 24% das exportações quenianas de abacate, seguidos pelos Emirados Árabes Unidos, com 19%, e pela Arábia Saudita, com 7%. Outros destinos incluíram Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e China. Como a principal temporada do abacate vai de março a agosto, o aumento de junho ocorreu no centro do calendário de exportação e reforçou a influência da fruta sobre a receita mensal.

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