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Queda do petróleo supera alta da soja e índice MXV recua 0,69%

O índice MXV do Vietnã caiu 0,69%, para 2.990 pontos, em 21 de setembro, porque as perdas nos cinco contratos de energia superaram a alta de quase 2% dos produtos agrícolas. Brent e WTI recuaram com força, enquanto compras chinesas sustentaram a soja dos Estados Unidos e seus derivados.

Queda do petróleo supera alta da soja e índice MXV recua 0,69%

Perdas na energia puxam o índice para baixo

O índice de commodities do Vietnã fechou em queda em 21 de setembro, pois uma venda generalizada no setor de energia superou os ganhos dos contratos agrícolas. Dados da Bolsa de Mercadorias do Vietnã publicados pelo Vietnam.vn mostraram que o MXV-Index recuou 0,69%, para 2.990 pontos. Os cinco produtos de energia caíram, enquanto o grupo agrícola avançou quase 2% e todos os seus sete contratos terminaram em alta.

Os preços da energia prolongaram a queda pela quarta sessão consecutiva. O petróleo Brent recuou 3,4%, para 100,34 dólares por barril, e o WTI caiu 4,51%, para 95,78 dólares por barril. As duas referências atingiram os menores fechamentos em quase duas semanas. Segundo o jornal eletrônico do Governo do Vietnã, a expectativa de possíveis conversas entre Estados Unidos e Irã durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, reduziu o prêmio associado ao risco de interrupções no fornecimento do Oriente Médio.

Fluxos sauditas crescem, mas risco em Ormuz permanece

A Arábia Saudita também ampliou as exportações de petróleo pelos portos do Golfo para compensar o fornecimento afetado pelo ataque ao oleoduto East-West. Dados de satélite citados pelo jornal eletrônico do Governo do Vietnã indicaram que os fluxos sauditas pelo Estreito de Ormuz cresceram significativamente em relação a agosto, para cerca de 2,9 milhões de barris por dia. O oleoduto East-West, com capacidade aproximada de 4 milhões a 5 milhões de barris por dia, continua em processo de recuperação.

O transporte físico, porém, ainda não voltou ao normal. Cerca de 17 navios de carga atravessaram Ormuz nos dias 19 e 20 de setembro, ante 37 uma semana antes. Produtores do Oriente Médio estão recorrendo mais às transferências de navio para navio ao largo de Omã: o volume subiu de 1,4 milhão de barris por dia em agosto para cerca de 2,5 milhões em setembro. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, também afirmou que Washington poderia continuar emprestando petróleo da Reserva Estratégica se os preços permanecessem elevados.

Ngô Việt Hùng, chefe de consultoria de investimentos da Ho Chi Minh City Commodity Trading Joint Stock Company, alertou que ainda não é possível considerar resolvidos os riscos ao fornecimento. O tráfego por Ormuz permanece muito abaixo do nível anterior ao conflito, enquanto o cenário regional continua instável. Os preços do petróleo podem, portanto, seguir altamente sensíveis tanto à diplomacia entre Estados Unidos e Irã quanto ao ritmo de recuperação das rotas de exportação do Golfo.

Demanda chinesa impulsiona o complexo da soja

Os contratos agrícolas seguiram na direção oposta. A soja para novembro avançou 1,9%, para 488 dólares por tonelada. O farelo de soja para dezembro subiu 2,7%, para 406,1 dólares por tonelada, enquanto o óleo de soja para dezembro aumentou 0,9%, para 1.517,9 dólares por tonelada. O movimento ocorreu após empresas estatais chinesas comprarem pelo menos quatro carregamentos adicionais de soja dos Estados Unidos, equivalentes a cerca de 260.000 toneladas, para entrega em dezembro e janeiro.

As compras ocorreram antes da visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para 23 a 25 de setembro, e de uma esperada reunião com o presidente norte-americano Donald Trump. A possibilidade de novas discussões comerciais sustentou os preços da soja, mas a duração da alta dependerá de encomendas chinesas confirmadas. A oferta da nova safra dos Estados Unidos e as perspectivas favoráveis de produção na América do Sul podem pressionar os preços se as compras perderem força.

Para os operadores de commodities, a sessão destacou dois canais distintos de risco. O petróleo reagiu à expectativa de que a diplomacia e as rotas alternativas de exportação reduzam a pressão imediata sobre a oferta. A soja respondeu às compras físicas chinesas e à perspectiva de melhora nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. O tráfego por Ormuz, os contatos entre Washington e Teerã, a colheita norte-americana e o clima na América do Sul determinarão agora se esses movimentos continuarão.

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