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PVOIL planeja rede nacional de óleo de cozinha usado como matéria-prima para SAF

A PVOIL e a malaia FatHopes Energy criarão uma rede de coleta de óleo de cozinha usado no Vietnã, começando pela Cidade de Ho Chi Minh. Cerca de 1.050 postos e os ativos logísticos da PVOIL podem sustentar uma cadeia doméstica e rastreável de matérias-primas para SAF.

PVOIL planeja rede nacional de óleo de cozinha usado como matéria-prima para SAF

PVOIL busca novo papel na cadeia de SAF

A Vietnam Oil Corporation, conhecida como PVOIL, e a empresa malaia FatHopes Energy estabeleceram em 7 de setembro uma parceria estratégica para criar uma rede de coleta de óleo de cozinha usado no Vietnã. Segundo o CafeBiz, o programa começará na Cidade de Ho Chi Minh e depois será ampliado para outras regiões do país.

As parceiras pretendem coletar óleo de restaurantes, cozinhas industriais, processadores de alimentos e pescados e residências. A PVOIL Trans, subsidiária da PVOIL, participará diretamente da organização da coleta. A iniciativa pode posicionar a PVOIL na ponta de matérias-primas da cadeia de valor do combustível sustentável de aviação, ou SAF, sem exigir que a companhia se torne imediatamente uma produtora do combustível.

Infraestrutura existente pode reduzir barreiras à coleta

A PVOIL afirma operar cerca de 1.050 postos próprios, apoiados por infraestrutura de armazenamento, transporte e logística em todo o Vietnã. Essa rede pode fornecer pontos de consolidação para um resíduo amplamente disponível, mas disperso entre milhões de pequenos geradores. Se o modelo funcionar, alguns postos poderão acrescentar a coleta de óleo usado às suas funções tradicionais de varejo.

O desafio comercial não consiste apenas em coletar o maior volume possível. As cadeias de SAF exigem matérias-primas que atendam a critérios de qualidade e sustentabilidade, enquanto compradores internacionais precisam de informações confiáveis sobre a origem. A FatHopes Energy fornecerá tecnologia e métodos operacionais de coleta, incluindo o sistema de gestão de recursos residuais WRMS, projetado para acompanhar o óleo desde o ponto de geração até sua entrada na cadeia de suprimentos.

Custos de coleta, qualidade irregular do óleo, rastreabilidade e o volume real de oferta recuperável continuam sendo limitações importantes. O SAF também permanece consideravelmente mais caro que o combustível convencional de aviação. Os ativos existentes da PVOIL podem reduzir algumas barreiras logísticas, mas a parceria ainda precisa demonstrar que os volumes dispersos de residências e estabelecimentos comerciais podem ser reunidos de forma econômica e consistente.

Demanda regional por SAF eleva o valor da matéria-prima

O relatório ASEAN SAF 2050 Outlook estima que o SAF pode reduzir em até 80% as emissões de dióxido de carbono ao longo do ciclo de vida em comparação com o combustível convencional de aviação, dependendo da matéria-prima e da tecnologia de produção. O documento projeta que a demanda da ASEAN aumentará de 15.000 barris por dia em 2030 para mais de 700.000 barris por dia em 2050. Também considera que o Vietnã pode se tornar exportador líquido de SAF por volta de 2040.

O CafeBiz informa que uma exigência de mistura de 5% de SAF no Sudeste Asiático até 2030 elevaria a demanda anual para 8-10 milhões de toneladas e criaria um mercado de US$ 25 bilhões por ano. Uma recente reunião técnica sobre o Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional, ou CORSIA, estimou o potencial vietnamita de matérias-primas para SAF provenientes de óleo usado em cerca de 150.000-250.000 toneladas anuais. O país também possui recursos estimados de biomassa e resíduos urbanos de 24-25 milhões de toneladas por ano.

Vietnã já participa do mercado emergente

O Vietnã já exportou óleo de cozinha usado para produtores internacionais de SAF. A Petrolimex Aviation misturou SAF, enquanto a Vietjet utiliza o combustível em voos desde 2024, segundo o CafeBiz. Essas atividades indicam que coleta, certificação e rastreabilidade das matérias-primas estão ganhando relevância comercial junto com a capacidade de refino e a demanda das companhias aéreas.

Para a PVOIL, a oportunidade imediata está em organizar o fluxo do material, e não em assumir a produção de SAF. A parceria com a FatHopes Energy testará se um sistema nacional de varejo de combustíveis e logística pode sustentar uma cadeia separada baseada em resíduos. O resultado dependerá da economia da coleta, da qualidade verificada e da capacidade de fornecer volumes que atendam às exigências de produtores vietnamitas ou internacionais de combustíveis renováveis.

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