Produtores indonésios recebem encomenda chilena de snacks no valor de US$ 29 mil
Duas pequenas empresas indonésias obtiveram uma encomenda chilena de US$ 29 mil, equivalente a Rp 510 milhões, para produtos processados de frutas e hortaliças e snacks de tempeh. A carga deverá chegar ao Chile em outubro de 2026 e seguir para redes varejistas locais.
Dois produtores chegam ao varejo chileno
Duas micro, pequenas e médias empresas indonésias receberam encomendas do Chile no valor de US$ 29 mil, equivalentes a Rp 510 milhões, para produtos processados de frutas e hortaliças e snacks de tempeh. O Ministério do Comércio da Indonésia anunciou a operação, que abre aos produtores uma primeira rota concreta de entrada no varejo chileno.
Segundo a ANTARA, os fornecedores são CV Pangantama Makmur Abadi e CV Arva Indonesia. A Pangantama oferece chips de manga, maçã e jaca, além de chips de brócolis e cogumelo. A Arva fornecerá chips de tempeh nos sabores trufa, manteiga com mel e sal do Himalaia com manjericão.
As mercadorias deixaram a Indonésia na segunda semana de agosto de 2026 e devem chegar ao Chile em outubro de 2026. Depois serão distribuídas por uma rede varejista local. A transação, portanto, supera a fase de mera promoção e coloca os produtos em canais voltados diretamente ao consumidor.
Contatos em feira se convertem em encomenda
O negócio ocorreu após a participação das empresas na Espacio Food & Service 2025, feira chilena de alimentos e bebidas. As conversas comerciais posteriores foram coordenadas pelo Ministério do Comércio por meio do Indonesia Trade Promotion Center de Santiago, em conjunto com a Embaixada da Indonésia no Chile.
Fajarini Puntodewi, diretora-geral de Desenvolvimento Nacional das Exportações do ministério, afirmou que a transação pode iniciar uma cooperação de longo prazo com o comprador local. Se os produtos obtiverem boa resposta do mercado e as vendas continuarem, as duas empresas poderão gerar mais US$ 29 mil em transações potenciais.
A encomenda mostra que feiras setoriais podem produzir negócios mensuráveis para pequenos processadores quando há acompanhamento contínuo dos compradores. Novos pedidos, porém, dependerão da regularidade da qualidade, do cumprimento das regras de segurança alimentar, da eficiência produtiva e da adaptação de sabores e embalagens às preferências chilenas. O Koran Jakarta observou que ampliar o processamento pode gerar mais valor de exportação do que vender matérias-primas agrícolas.
Alimentos ampliam a pauta comercial bilateral
O carregamento de snacks é pequeno em relação ao comércio total entre os dois países, mas diversifica as vendas indonésias ao Chile. O intercâmbio bilateral somou US$ 277,4 milhões entre janeiro e junho de 2026, com exportações indonésias de US$ 219,8 milhões e importações de US$ 57,6 milhões. A Indonésia registrou superávit de US$ 162,2 milhões no período.
Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 534,9 milhões. A Indonésia exportou US$ 440,8 milhões em mercadorias ao Chile e importou US$ 94,0 milhões, gerando superávit de US$ 346,8 milhões. As principais exportações indonésias incluíram veículos e peças, calçados, fertilizantes, máquinas e equipamentos mecânicos, papel e papelão. As importações provenientes do Chile incluíram peixes e camarões, celulose, fertilizantes, frutas e produtos da moagem.
Os snacks processados ainda representam uma parcela limitada dessa relação, mas a encomenda testará o potencial comercial de alimentos indonésios de marca na América do Sul. Após a chegada em outubro, o giro no varejo e a decisão do comprador sobre a reposição serão os principais indicadores. Um segundo pedido no valor projetado duplicaria o potencial divulgado das duas empresas para US$ 58 mil.