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Produtores australianos miram demanda asiática por frutas premium

Exportadores hortícolas australianos buscam ampliar sua presença na China, em Hong Kong e em outros mercados asiáticos. A procura por presentes cria oportunidades para cereja, uva, fruta cítrica e fruta de caroço, enquanto feiras aproximam fornecedores de importadores e distribuidores.

Produtores australianos miram demanda asiática por frutas premium

Fornecedores australianos ampliam presença na Ásia

Fruticultores e associações setoriais da Austrália usaram duas grandes feiras hortícolas asiáticas para avaliar a demanda por produtos premium e construir relações com importadores, distribuidores e varejistas. Os exportadores participaram da China International Fruit Expo, em Xangai, no fim de agosto, e da Asia Fruit Logistica, em Hong Kong, no início de setembro. A oferta incluiu uva de mesa, cereja, fruta cítrica, maçã, pera, manga, frutas vermelhas e frutas de verão.

Segundo a Austrade, o apoio da Accessing New Markets Initiative reforçou a presença australiana nos dois eventos. A agência trabalhou com a Australian Table Grape Association, integrante da Trade Diversification Network, para reunir vários segmentos hortícolas exportadores emergentes. Novos participantes e empresas interessadas em diversificar mercados puderam estudar as exigências de compradores da China continental, de Hong Kong e de outras partes da Ásia.

Feiras aproximam exportadores de compradores regionais

A China International Fruit Expo recebeu mais de 22.900 visitantes e mais de 300 expositores de 58 países e regiões. Stephanie Smith, comissária de Comércio e Investimento da Austrade, informou que o pavilhão australiano dobrou de tamanho e também duplicou o número de expositores. A concentração de importadores e tomadores de decisão da China continental permitiu coletar avaliações, examinar rotas comerciais e criar relações antes de um possível acesso futuro ao mercado.

A Asia Fruit Logistica registrou 16.000 visitantes e mais de 760 expositores de 41 países. Antes da feira de Hong Kong, a Austrade convidou 595 compradores internacionais de 270 empresas para reuniões com fornecedores australianos. Ao final, foram realizadas mais de 280 reuniões de negócios entre exportadores e compradores de diferentes mercados asiáticos.

Alguns setores usaram os eventos para preparar um comércio que ainda não pode começar. A Berries Australia coletou informações e desenvolveu relações em Xangai antes de um possível acesso à China. A maçã australiana, por sua vez, obteve acesso ao mercado chinês neste ano. Justin Smith, da Apple and Pear Australia, afirmou que variedades mais doces podem atender às preferências chinesas e ocupar um nicho de maior valor.

Demanda por presentes aumenta o valor da apresentação

As temporadas de presentes representam uma oportunidade central. De acordo com a Austrade, consumidores asiáticos costumam presentear com cereja, uva, fruta cítrica e fruta de caroço em datas como o Ano-Novo Lunar e o Festival do Meio do Outono. O mercado procura embalagens sofisticadas e visualmente atraentes, fazendo da apresentação e da escolha varietal fatores tão importantes quanto qualidade e segurança alimentar. Penny Measham, CEO da Cherry Growers Association, disse que os produtos australianos são vistos como seguros e de alta qualidade e que os importadores aceitam pagar o preço necessário aos fornecedores.

Os exportadores também avaliam oportunidades fora de Pequim, Xangai e Guangzhou. A Australian Table Grape Association liderou recentemente uma missão hortícola a cidades chinesas de segundo nível e centros regionais para estudar canais de varejo e distribuição. O CEO da entidade, Jeff Scott, afirmou que essas cidades ainda recebem pouca fruta internacional e que embarques de 5.000 a 10.000 toneladas já representariam uma oportunidade relevante de diversificação.

A participação em feiras não garante vendas nem acesso ao mercado, mas oferece aos produtores uma leitura antecipada das preferências do consumidor e das exigências comerciais. Representantes do setor avaliam que a continuidade da cooperação entre associações, Austrade e Hort Innovation pode ajudar a resolver desafios comuns de exportação. Com a produção hortícola australiana em crescimento, a capacidade de adaptar variedades, embalagens e programas de fornecimento à demanda premium asiática definirá quais exportadores transformarão contatos em negócios duradouros.

Análise completa do mercado

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