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Preços dos pellets de madeira na Alemanha atingem novos máximos

O Berliner Morgenpost informa que os preços dos pellets de madeira na Alemanha atingem novos máximos no início da temporada de aquecimento e que o preço por tonelada continua imprevisível. Há um ano os consumidores pagavam cerca de 110 euros menos por tonelada; em fevereiro de 2026 houve um primeiro máximo anual pouco acima de 400 euros e, desde meados de junho, o mercado volta a subir com força. Os especialistas divergem sobre o curto prazo.

Preços dos pellets de madeira na Alemanha atingem novos máximos

Os preços dos pellets de madeira na Alemanha voltaram ao topo da sua faixa exatamente quando começa a temporada de aquecimento. Na atualização de preços de 1 de outubro, o Berliner Morgenpost escreve que os pellets escalam a novos máximos, que os preços por tonelada permanecem imprevisíveis e que os especialistas divergem sobre se o mercado cederá no curto prazo ou se o nível elevado se manterá.

Os valores por tonelada citados pelo jornal referem-se a entregas de produto a granel e baseiam-se em dados do portal comercial Heizpellets24, com a tabela atualizada regularmente. O Morgenpost lembra que os pellets são comprados de forma diferente do gás: o combustível não chega de modo contínuo pela rede, o domicílio recebe um grande volume de uma só vez, como no caso do óleo de aquecimento ou da lenha. Isso torna o momento da compra e a comparação de fornecedores uma alavanca direta sobre a conta anual de aquecimento, enquanto para os fornecedores a demanda chega em blocos.

Do pico de fevereiro acima de 400 euros a um verão sem desconto

Há um ano os consumidores pagavam cerca de 110 euros menos por tonelada, segundo o Morgenpost. Depois os preços subiram continuamente. Em fevereiro de 2026 alcançaram um primeiro máximo do ano, pouco acima de 400 euros por tonelada, e em seguida recuaram. Desde meados de junho o mercado volta a subir com força.

Esse movimento contraria o padrão sazonal habitual. Os pellets de madeira tendem a ser mais baratos nos meses de verão, quando não há demanda de aquecimento e encher o silo é opcional; o jornal aponta a crise energética de 2022 como exceção a essa regra. A orientação prática do veículo é assimétrica: quem não tem estoque ou tem pouco deve agir e comprar ao menos uma pequena quantidade, enquanto a evolução passada dos preços segue como referência principal para escolher o momento do pedido.

Diferença regional: o sul paga mais

Além da estação do ano, o local de residência conta. O Morgenpost relata diferenças por vezes nítidas entre os estados federados, agrupados de forma ampla em norte/leste, centro e sul. Com dados do energienutzer.de referentes a setembro de 2026 e para um pedido de seis toneladas, os compradores do sul da Alemanha pagam atualmente mais; no centro é mais barato e no norte os preços ficam apenas um pouco acima do centro.

A razão está do lado da oferta: a madeira é processada de maneira diferente de região para região e as quantidades de madeira residual variam. Os pellets são um combustível regional, por isso os preços podem divergir localmente. O jornal alerta que esses valores regionais são muito genéricos e que comparar preços vale a pena independentemente do local, citando os portais energienutzer.de e Heizpellets24 como ferramentas.

O que move o preço

O Morgenpost lista vários fatores na formação do preço dos pellets:

  • Disponibilidade e preço da matéria-prima, a madeira.
  • Oscilações sazonais da demanda de aquecimento.
  • O nível geral dos preços de energia.
  • Diferenças regionais de produção e logística.

Outras duas variáveis para o comprador são qualidade e origem. Pellets certificados garantem qualidade constante e poder calorífico eficiente, e as condições e custos de entrega podem alterar o preço final. Por causa da crise energética dos últimos anos, os preços dos pellets seguem voláteis e podem subir ou cair conforme os fatores acima.

Perspectivas em disputa

O Morgenpost descreve o futuro do mercado de pellets como difícil de prever com confiança: depende da evolução dos preços de energia, da demanda por soluções renováveis de aquecimento e das decisões de política energética. Muitos especialistas veem nos pellets uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis; outros recomendam fontes puramente renováveis, como bombas de calor ou aquecimento urbano.

Quanto à economia doméstica, o jornal apresenta os pellets como alternativa potencialmente barata a combustíveis fósseis como óleo e gás, com a ressalva de que a eficiência depende do rendimento da caldeira, do isolamento do edifício e dos preços correntes do combustível.

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