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As novas tarifas de eletricidade na Polónia vão depender do preço do carvão nacional

O Ministério dos Ativos do Estado polaco procura conciliar os interesses dos produtores de carvão com os da PGE, Tauron, Enea e Energa, do Grupo Orlen, segundo o strefabiznesu.pl. As quatro elétricas são o principal comprador do carvão nacional e o preço acordado vai definir as próximas tarifas reguladas.

As novas tarifas de eletricidade na Polónia vão depender do preço do carvão nacional

A próxima ronda de tarifas reguladas de eletricidade na Polónia será decidida sobretudo pelo preço do carvão nacional, segundo o portal económico strefabiznesu.pl. O Ministério dos Ativos do Estado procura conciliar os interesses dos produtores de carvão com os das maiores elétricas do país - PGE, Tauron, Enea e Energa, do Grupo Orlen -, que em conjunto são o principal comprador do carvão extraído na Polónia.

Um ministério dos dois lados da mesa

O Ministério dos Ativos do Estado exerce os direitos de propriedade do Estado em grande parte do setor energético polaco, o que o coloca a negociar consigo próprio. As mineiras precisam de um preço de venda que cubra os custos de extração. As produtoras de eletricidade precisam de um preço de compra suficientemente baixo para sustentar os seus pedidos tarifários. As duas exigências apontam em sentidos opostos, e o strefabiznesu.pl liga diretamente o resultado tarifário à forma como esse conflito for resolvido.

O portal aponta PGE, Tauron, Enea e Energa como o núcleo da procura interna de carvão. A Energa integra o Grupo Orlen, enquanto as outras três permanecem sob supervisão direta do acionista estatal. Como estas empresas absorvem a maior parte do carvão produzido no país, as condições que aceitarem definem na prática a base de receitas de todo o setor mineiro. Para as elétricas, essa mesma compra é a maior rubrica de custo do parque térmico, razão pela qual a negociação decorre ao nível ministerial e não através de contratos comerciais bilaterais.

Porque é o preço do carvão que define a tarifa

O mecanismo é direto. O combustível é o principal custo variável da produção a carvão, pelo que o preço do carvão entregue entra diretamente nos cálculos de custos apresentados pelas elétricas quando as tarifas são fixadas. Um preço contratado mais alto encarece a produção e empurra as tarifas propostas para cima. Um preço mais baixo comprime as receitas das minas e transfere a pressão para os produtores e os seus trabalhadores.

É este o compromisso que o ministério está a gerir. O apoio ao setor mineiro feito através do preço do carvão acaba por ser pago a jusante, primeiro no custo de produção e depois nas faturas dos consumidores. O apoio por outras vias mantém as tarifas mais baixas, mas tem de ser financiado noutro lado. O strefabiznesu.pl não indica qual a opção preferida pelo ministério nem os níveis de preço em discussão.

O que o mercado está a acompanhar

Para produtores, traders e compradores industriais, o preço contratado do carvão diz mais do que o anúncio tarifário que se seguirá. Os pontos decisivos das conversações em curso:

  • o preço a que PGE, Tauron, Enea e Energa aceitarão comprar carvão nacional para o próximo período tarifário;
  • se o setor mineiro é apoiado através do preço do carvão ou por instrumentos separados;
  • que parte de um aumento de custos é absorvida pelas elétricas em vez de passar para a tarifa;
  • o calendário da decisão, que o strefabiznesu.pl não especifica na sua notícia.

Enquanto o ministério não aproximar as posições de mineiros e produtores, a direção das tarifas reguladas polacas permanece em aberto. O desfecho é também um sinal para o próprio mercado do carvão: um acordo que deixe a produção nacional acima de fontes alternativas alteraria a lógica de abastecimento das mesmas quatro empresas que agora negoceiam, enquanto um preço abaixo do custo de extração devolveria o problema ao orçamento do Estado. Nem a posição do ministério nem o preço pedido pelos produtores foram até agora tornados públicos.

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