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Polo salineiro de Rote Ndao mira 200 toneladas por hectare

A Indonésia está desenvolvendo em Rote Ndao uma zona integrada de produção de sal com produtividade prevista de cerca de 200 toneladas por hectare. O projeto pretende reduzir a dependência de importações, ampliar o processamento nacional e criar empregos em Sonda Oriental.

Polo salineiro de Rote Ndao mira 200 toneladas por hectare

Produção integrada de sal planejada em Sonda Oriental

A Indonésia está desenvolvendo a Zona do Centro Nacional da Indústria do Sal, conhecida como K-SIGN, na regência de Rote Ndao, província de Sonda Oriental. O polo faz parte da política governamental de fortalecimento da produção nacional. Segundo a ANTARA e o detikBali, a instalação deverá produzir sal de alta qualidade com produtividade de cerca de 200 toneladas por hectare.

O governador de Sonda Oriental, Emanuel Melkiades Laka Lena, afirmou que o projeto apoiará a meta nacional de autossuficiência e estimulará a economia regional. O número divulgado representa o rendimento por hectare, mas as fontes não informam a área total a ser desenvolvida nem a produção anual esperada. Esses dados serão necessários para calcular a futura contribuição do polo para a oferta indonésia.

O K-SIGN está sendo estruturado como um sistema integrado de produção. A cadeia vai incluir tanques de captação de água do mar, sedimentação, cristalização e armazéns de sal. A proposta é criar uma operação industrial moderna, capaz de entregar um produto de maior qualidade e características constantes, em vez de apenas reunir salinas tradicionais.

Dependência de importações orienta a política

O ministro coordenador da Alimentação, Zulkifli Hasan, disse que o projeto segue a orientação do presidente Prabowo Subianto de reduzir a dependência da Indonésia do sal importado. De acordo com o detikBali, o empreendimento também executa o Regulamento Presidencial nº 17 de 2025, voltado à aceleração do desenvolvimento do setor salineiro nacional.

O projeto insere Rote Ndao em uma estratégia mais ampla para manter no país uma parcela maior do valor gerado pela produção de sal. Se a oferta doméstica atender às exigências de qualidade e volume dos compradores industriais, o polo poderá abastecer processadores que, de outra forma, recorreriam a material estrangeiro. As publicações, porém, não apresentam dados sobre as importações atuais, a demanda interna ou a parcela que o K-SIGN deverá substituir.

Três ministros inspecionaram o andamento do projeto: Zulkifli Hasan, o ministro de Assuntos Marítimos e Pesca Sakti Wahyu Trenggono e o ministro das Aldeias e do Desenvolvimento de Regiões Desfavorecidas Yandri Susanto. A presença dos três mostra que a iniciativa envolve segurança alimentar, aproveitamento de recursos marinhos e política econômica regional.

Emprego local e processamento são objetivos centrais

Além da infraestrutura industrial, o projeto inclui contratação e capacitação de moradores das áreas próximas. A ANTARA informou que trabalhadores locais já participavam de treinamentos antes de iniciar suas atividades. O governo espera benefícios não apenas para produtores de sal, mas também para micro, pequenas e médias empresas, transportadoras, comerciantes e outros prestadores de serviços.

As autoridades também esperam que o K-SIGN estimule o processamento a jusante e fortaleça Sonda Oriental como centro nacional de produção. Para produtores e processadores, os principais testes comerciais serão sustentar produtividade próxima de 200 toneladas por hectare, cumprir as especificações dos compradores e competir com o produto importado em preço e confiabilidade.

Ao conectar produção primária, armazenagem, logística e processamento, o projeto poderá ampliar a base econômica de Rote Ndao. Seu impacto efetivo sobre a necessidade de importações dependerá da área desenvolvida, do volume realizado, da qualidade do produto e da velocidade com que os usuários industriais domésticos adotarem a nova oferta.

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