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Petrobras assume 75% e operação do bloco 3 em São Tomé e Príncipe

A Petrobras concluiu a aquisição de 75% e assumiu a operação do bloco exploratório 3 no mar de São Tomé e Príncipe. A transação amplia o portfólio africano da companhia e apoia sua estratégia de reposição de reservas de petróleo e gás.

Petrobras assume o controle do bloco 3

A Petrobras concluiu a aquisição de 75% de participação e assumiu a operação do bloco exploratório 3, localizado no mar de São Tomé e Príncipe. A empresa brasileira anunciou o fechamento em 9 de julho de 2026, após divulgar o acordo em 17 de abril de 2026.

A transação alterou a estrutura societária do bloco. A Petrobras passou a ser a operadora com 75%, a nigeriana Oranto Petroleum manteve 15% e a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe, ANP-STP, ficou com 10%. Antes do negócio, a Oranto operava o ativo com 90%, ao lado da ANP-STP com 10%.

Segundo a ANP-STP, a Petrobras adquiriu a participação da Oranto Petroleum. A agência formalizou a mudança por meio da segunda adenda ao contrato de partilha de produção do bloco 3, assinada em 9 de julho. O documento confirma a Petrobras como operadora e registra a nova composição do consórcio.

Portfólio africano ganha novo ativo operado

O bloco 3 acrescenta um ativo operado ao portfólio que a Petrobras vem formando em São Tomé e Príncipe desde o retorno à exploração africana, em 2024. Naquele ano, a companhia adquiriu 45% dos blocos 10 e 13 e 25% do bloco 11. As operações marcaram a retomada das atividades exploratórias no continente.

Em setembro de 2025, a Petrobras ampliou novamente o portfólio ao concluir a compra de 27,5% do bloco 4. A Shell opera esse ativo com 30%, Galp e Petrobras detêm 27,5% cada uma e a ANP-STP possui 15%. O bloco 3 é diferente porque a fatia de 75% permite à Petrobras controlar as decisões operacionais.

A companhia não divulgou o preço da aquisição, estimativas de recursos, cronograma de perfuração ou investimento planejado. O negócio envolve uma área exploratória, e não campos produtores, portanto não acrescenta imediatamente volumes de petróleo ou gás. O valor comercial dependerá dos estudos geológicos, de futuras perfurações e da viabilidade econômica de eventuais descobertas.

Reposição de reservas orienta a transação

A Petrobras afirmou que a aquisição apoia sua estratégia de repor reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras no Brasil e no exterior. A atuação internacional também busca diversificar o portfólio e sustentar os negócios no longo prazo. O acordo cumpriu os procedimentos internos e está alinhado ao Plano de Negócios 2026-2030.

Para São Tomé e Príncipe, a entrada de uma grande operadora offshore traz um novo investidor principal ao bloco 3 e preserva a participação nacional por meio da ANP-STP. A Oranto continua exposta a um eventual sucesso exploratório com seus 15%, mas transfere à Petrobras o controle e a maior parte do interesse econômico.

O efeito imediato é de posicionamento de portfólio, e não de nova oferta. O fechamento não trouxe anúncios de produção, reservas ou aprovação de desenvolvimento. A Petrobras já reúne participações nos blocos 3, 4, 10, 11 e 13, criando várias oportunidades para testar o potencial marítimo do país e distribuir o risco exploratório entre diferentes licenças e parceiros.

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