Fábrica da Papastratos em Aspropyrgos gerou 83% do valor exportado pela Grécia para o Japão em 2025
Os bastões de tabaco aquecido produzidos na fábrica da Papastratos em Aspropyrgos representaram 83% do valor das exportações gregas para o Japão em 2025, e 60% da produção da unidade segue para o mercado japonês. O investimento na unidade desde 2017, com apoio da Philip Morris International, ultrapassa 700 milhões de euros, com exportações anuais acima de 400 milhões de euros. As exportações gregas para o Japão cresceram 41,8% em 2025.
A produção da fábrica da Papastratos em Aspropyrgos representou 83% do valor total das exportações gregas para o Japão em 2025, segundo reportagem do sofokleousin.gr. Toda essa fatia veio de bastões de tabaco aquecido fabricados na unidade, e 60% da produção atual da fábrica é direcionada ao mercado japonês.
Os dados foram apresentados pelo vice-presidente da Papastratos, Alexandros Chatzopoulos, num debate organizado pela Enterprise Greece no pavilhão do Japão, país homenageado na 90.ª Feira Internacional de Salonica. O encontro tratou das relações económicas e comerciais bilaterais e das possibilidades de exportar inovação grega para o mercado japonês.
Uma reconversão de 700 milhões de euros
A base produtiva da fábrica foi reconstruída a partir de 2017 com o apoio da Philip Morris International. A unidade foi convertida numa fábrica dedicada exclusivamente a bastões de tabaco aquecido para o IQOS, com investimento acumulado que já ultrapassa 700 milhões de euros. Segundo o sofokleousin.gr, o investimento foi acompanhado da criação de postos de trabalho e do reforço do conhecimento técnico da unidade.
O valor das exportações da empresa supera hoje 400 milhões de euros por ano. A presença da Papastratos no Japão é apresentada como exemplo de como a indústria transformadora pode ligar-se à orientação exportadora e ao aumento do valor acrescentado das exportações gregas. Nos últimos anos, a empresa transformou a fábrica de Aspropyrgos numa unidade produtiva com forte vocação exportadora, abastecendo mercados fora da Grécia.
O negócio japonês coincide com os 95 anos de atividade da Papastratos e integra uma transformação mais ampla, que deslocou o grosso da atividade da produção tradicional de cigarros para produtos sem combustão. Aspropyrgos é hoje o nó central da atividade produtiva e exportadora do grupo.
Um mercado exigente
Chatzopoulos descreveu o Japão como um mercado especialmente exigente para os produtos da unidade. A origem grega, afirmou, não sustenta por si só um produto: este tem de responder de forma constante a elevados requisitos de qualidade e fiabilidade. A capacidade da produção de Aspropyrgos para o fazer é, no seu entender, um sinal da competitividade da indústria grega. Enunciou três condições para a competitividade internacional das empresas gregas:
- investimento na indústria transformadora
- investimento sistemático nas pessoas e no conhecimento técnico
- consistência tanto na produção como na execução dos planos de investimento
Comércio bilateral e plano de exportação 2026-2030
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Haris Theoharis, declarou no debate que as exportações gregas para o Japão subiram 41,8% em 2025 e apontou margem para maior crescimento do comércio bilateral. A posição do Japão em tecnologia, produção industrial, qualidade e inovação torna-o um possível parceiro estratégico para a economia grega, com um objetivo que vai além do volume exportado e abrange parcerias que liguem o empresariado grego ao conhecimento técnico japonês.
Dimitris Skalkos, secretário-geral das Relações Económicas Internacionais e da Projeção Externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e presidente da Enterprise Greece, sublinhou o reforço da presença das empresas gregas em novos mercados, sobretudo quando a atividade exportadora incorpora inovação. Essa orientação está inscrita no Plano Estratégico de Projeção Externa 2026-2030, que visa não só aumentar as exportações gregas, mas também o valor incorporado nos bens e serviços que chegam aos mercados internacionais. Participaram ainda o diretor executivo da EFA GROUP, Grigorios Koutsogiannis, que falou da adaptação às exigências do mercado japonês e da construção de relações de longo prazo, e Eleni Polychronopoulou, presidente da ERMA GROUP e da HEMEXPO e vice-presidente da SEA Europe, que destacou as oportunidades para soluções tecnológicas e industriais gregas no transporte marítimo, na poupança de energia e na tecnologia.