Produtores de kiwi da Nova Zelândia podem duplicar os embarques sem tarifa para a Índia
A Nova Zelândia exporta atualmente cerca de 7.500 toneladas de kiwi para a Índia. O acordo de livre comércio permite a entrada sem tarifa de até 15.000 toneladas, o dobro do volume atual.
Cota sem tarifa abre espaço para crescimento
A indústria neozelandesa de kiwi está aprofundando sua relação comercial com a Índia por meio de maior acesso ao mercado e cooperação em tecnologias de cultivo. Segundo o The Financial Express, a Nova Zelândia exporta atualmente cerca de 7.500 toneladas de kiwi para a Índia. Pelo acordo de livre comércio entre os dois países, até 15.000 toneladas podem entrar no mercado indiano sem tarifas.
Lorraine Mapu, diretora-geral de Negócios e Agricultura do ANZ, afirmou que o acordo permite aos produtores fornecer aproximadamente o dobro do volume atual sem tarifas. A capacidade adicional oferece às propriedades neozelandesas uma rota definida para ampliar as vendas na Índia, descrita pelo jornal como um importante mercado de crescimento. Importadores e distribuidores indianos também poderão movimentar mais frutas premium, embora a reportagem não apresente projeções de demanda, preços ou prazo para o aumento.
Produção premium sustenta estratégia exportadora
A oportunidade comercial é sustentada por uma indústria neozelandesa que gera cerca de NZ$5 bilhões por ano. A Sandhu Farms, em Katikati, na região de Bay of Plenty, produz aproximadamente 20.000 bandejas por hectare. Segundo o The Financial Express, o kiwi premium SunGold gera mais de NZ$200.000 em receita por hectare. A propriedade familiar ocupa 12 hectares e registra faturamento anual de NZ$2,4 milhões.
Esses resultados dependem de padrões rigorosos de produção e exportação. Navjot Singh, da Sandhu Farms, mencionou numerosas regras, exigências documentais e testes das frutas antes de a cooperativa Zespri autorizar os embarques. Billy Singh, cujo pai se mudou para a Nova Zelândia, acredita que as técnicas neozelandesas podem ajudar produtores indianos a melhorar a polinização e o manejo da copa. A relação poderá, portanto, ir além do comércio de frutas e incluir a transferência de conhecimento necessário para produzir kiwi premium na Índia.
Tecnologia e resiliência orientam a cooperação
Há cerca de uma década, o vírus PSA devastou os pomares neozelandeses e colocou o modelo produtivo à prova. O The Financial Express relata como Stephen Kenna, da KWKiwi Farms, reconstruiu a propriedade com pesquisa, genética e novos métodos de produção. Variedades como a Gold3 ajudaram na recuperação da indústria. Seu filho Daniel retornou posteriormente ao pomar familiar e representa uma geração que combina conhecimento agrícola, ferramentas digitais, sustentabilidade e gestão baseada em dados.
O ANZ considera os pomares de kiwi ativos agrícolas sólidos porque os produtores demonstraram resiliência diante de graves desafios produtivos. Mapu afirmou que o banco oferece empréstimos verdes e mecanismos de financiamento para apoiar investimentos em sustentabilidade. O ANZ apoia projetos tecnológicos e sustentáveis na Nova Zelândia e poderá colaborar com a Índia. Para os participantes do mercado, a relação tem dois componentes: outras 7.500 toneladas potencialmente isentas de tarifa em relação aos embarques atuais e uma cooperação técnica capaz de elevar os padrões dos pomares indianos. No curto prazo, a oportunidade está na venda de mais fruta neozelandesa; a adoção dessas práticas por produtores indianos exigirá mais tempo.
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