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Exportações de chá do Nepal para a Índia caem mais de 2.260 toneladas

O Nepal exportou para a Índia 13.045 toneladas de chá, avaliadas em 3,53 bilhões de rúpias, por Kakarvitta no ano fiscal de 2025/26. O volume caiu mais de 2.260 toneladas e a receita recuou cerca de 640 milhões de rúpias devido à volatilidade dos preços e às barreiras ligadas ao controle de qualidade.

Exportações de chá do Nepal para a Índia caem mais de 2.260 toneladas

Volume e receita recuam em Kakarvitta

As exportações de chá do Nepal para a Índia pelo posto fronteiriço de Kakarvitta caíram tanto em volume quanto em valor no ano fiscal de 2025/26. O resultado aumenta a pressão sobre produtores, processadores e fornecedores dependentes do mercado indiano. Segundo a Alfândega de Kakarvitta, o Nepal embarcou 13.045 toneladas de chá no valor de 3,53 bilhões de rúpias durante o período.

No ano fiscal de 2024/25, as exportações pelo mesmo posto oriental haviam alcançado 15.311 toneladas e 4,17 bilhões de rúpias. O volume caiu mais de 2.260 toneladas na comparação anual, enquanto a receita diminuiu 639,69 milhões de rúpias, segundo o My Republica. O The Himalayan Times estimou a perda em quase 640 milhões de rúpias e associou o recuo à volatilidade dos preços, às barreiras comerciais ligadas à qualidade e às mudanças na demanda.

Preços indianos e controles de qualidade afetam embarques

O administrador-chefe da Alfândega, Shivlal Neupane, afirmou que as oscilações dos preços no mercado indiano prejudicaram as exportações. Ele também citou barreiras não tarifárias relacionadas aos testes de qualidade e alterações na produção e nos preços provocadas pela demanda internacional. Esses fatores podem interromper vendas mesmo quando há chá disponível, pois o acesso ao principal mercado depende da aprovação nas inspeções e de preços comercialmente viáveis.

A Índia é o principal destino do chá nepalês e recebe uma parcela significativa da produção nacional de chá CTC e ortodoxo. Grande parte desse comércio passa por Kakarvitta, no distrito de Jhapa. O amplo mercado vizinho oferece um canal importante para os produtores, mas a concentração deixa a cadeia vulnerável quando os preços indianos enfraquecem, as inspeções dificultam o desembaraço ou a demanda muda.

Risco aumenta para produtores e processadores

O chá continua sendo a segunda maior mercadoria de exportação movimentada em Kakarvitta, atrás do cardamomo-grande, o que demonstra sua importância para a economia da fronteira oriental. A redução dos embarques, portanto, afeta mais do que a arrecadação aduaneira. Volumes menores podem limitar as compras dos agricultores, reduzir a utilização das fábricas e cortar negócios de fornecedores e comerciantes envolvidos na coleta, no processamento e no transporte do chá.

A queda da receita é especialmente relevante para os exportadores porque ocorreu junto com a redução do volume físico. Os produtores de chá CTC e ortodoxo precisam lidar com a incerteza dos preços indianos e com as inspeções de qualidade, preservando ao mesmo tempo o acesso ao destino que absorve grande parte da produção nepalesa. Os dados alfandegários disponíveis não indicam que outro mercado tenha compensado a contração registrada em Kakarvitta.

O My Republica afirmou que a queda também pode ampliar o déficit comercial do Nepal. Para o setor de chá, os números evidenciam o risco comercial de depender de um destino principal e de um corredor fronteiriço relevante. O desempenho futuro das exportações dependerá da demanda e dos preços na Índia, do tratamento das barreiras ligadas à qualidade e da capacidade de produtores, processadores e exportadores nepaleses de responder às mudanças na produção e nos preços internacionais.

Análise completa do mercado

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