Minério de ferro sobe acima de CNY 740 por tonelada diante da greve na Port Hedland da BHP em 16 de julho
Os futuros do minério de ferro voltaram a superar os CNY 740 por tonelada após relatos de que trabalhadores do terminal da BHP em Port Hedland, na Austrália Ocidental, planejam uma greve de oito horas em 16 de julho. A paralisação no maior polo exportador de minério do mundo, somada a novas restrições chinesas à Fortescue, reacendeu temores de interrupção no fornecimento.
Os futuros do minério de ferro subiram acima de CNY 740 por tonelada, ampliando a recuperação a partir de mínimas de quase um ano, após relatos de que trabalhadores do terminal de minério de ferro da BHP Group em Port Hedland, na Austrália Ocidental, planejam uma greve de oito horas em 16 de julho. A perspectiva de uma parada, ainda que breve, no maior polo exportador de minério de ferro do mundo reacendeu os temores de interrupção no fornecimento, segundo o hellenicshippingnews.com, que cita a Trading Economics.
O que está previsto em Port Hedland
A ação sindical envolverá operadores e trabalhadores de manutenção do terminal. Os funcionários reivindicam um acordo que reflita melhor suas competências especializadas, as difíceis condições de trabalho e os significativos custos pessoais da função. A paralisação prevista limita-se a oito horas, mas sua localização lhe confere um peso desproporcional para o mercado marítimo.
Port Hedland é a principal saída para o minério de ferro australiano. O terminal exportou 51 milhões de toneladas de minério de ferro em maio e um recorde de 575 milhões de toneladas no ano passado. A maior parte dos embarques pelo porto tem como destino a China, o que torna a instalação um elo crítico da cadeia de suprimento das siderúrgicas chinesas.
Por que o mercado reagiu
Mesmo uma interrupção breve em um polo do porte de Port Hedland pode reduzir a disponibilidade de cargas no curto prazo e mudar o humor do mercado futuro. A recuperação acima de CNY 740 por tonelada ocorre depois de os preços recuarem a níveis não vistos em cerca de um ano, deixando o mercado sensível a qualquer notícia que aponte para menor oferta.
- Uma greve de oito horas está marcada para 16 de julho no terminal da BHP em Port Hedland.
- O porto embarcou 51 milhões de toneladas em maio e um recorde de 575 milhões de toneladas no ano passado.
- A maior parte das exportações de minério do porto vai para a China.
Pressão adicional do braço comprador da China
O quadro de oferta é complicado por um desdobramento à parte. A estatal China Mineral Resources Group Ltd. ampliou recentemente as restrições à mineradora australiana Fortescue Ltd., segundo o mesmo relatório. A medida soma pressão à oferta global de minério de ferro e acrescenta uma segunda fonte de incerteza ao mesmo tempo que o conflito trabalhista em Port Hedland.
O que significa para os fluxos comerciais
Para importadores e siderúrgicas na China, a combinação de uma parada prevista no maior terminal exportador e condições mais rígidas em torno das cargas da Fortescue eleva o risco de interrupção de curto prazo nos embarques australianos. Para os exportadores, o episódio evidencia o quanto o preço marítimo do minério está ligado à operação de um punhado de terminais da Austrália Ocidental, onde negociações trabalhistas e restrições de compradores podem mover os futuros em uma única sessão.
Pontos a acompanhar
- Se a ação de oito horas em 16 de julho se estende a paralisações mais longas ou repetidas.
- O resultado das negociações do acordo sobre salários e condições.
- Quaisquer novos passos da China Mineral Resources Group que afetem os volumes da Fortescue.