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Milho da nova safra avança em Rosário enquanto soja recua

As ofertas de milho da safra 2026/27 avançaram em Rosário, enquanto a soja recuou e o trigo permaneceu majoritariamente estável. Em Chicago, milho e soja seguiram direções opostas diante das perspectivas de produtividade nos Estados Unidos, da demanda chinesa e dos problemas no mar Negro.

Milho da nova safra avança em Rosário enquanto soja recua

Ofertas futuras de milho avançam

O milho da nova safra avançou em Rosário na terça-feira, 8 de setembro, enquanto a soja recuou e o trigo permaneceu majoritariamente estável. A Ruralnet, citando a Bolsa de Comércio de Rosário, informou que o milho voltou a concentrar a maior parte do interesse comprador. A retomada das negociações em Chicago após o feriado nos Estados Unidos devolveu referências externas aos compradores locais, embora os futuros do cereal tenham fechado em baixa.

Os preços argentinos para entregas próximas ficaram relativamente estáveis. O milho disponível voltou a ser negociado a US$ 195 por tonelada, enquanto a oferta para entrega contratual subiu marginalmente para US$ 196. O período de 15 de setembro a 15 de outubro permaneceu em US$ 198 por tonelada, e outubro e novembro ficaram em US$ 200. As entregas de dezembro a fevereiro alcançaram US$ 205 por tonelada.

A alta concentrou-se na safra 2026/27. O milho de março avançou marginalmente para US$ 207 por tonelada, enquanto abril e maio chegaram a US$ 206. Para o milho tardio, junho foi cotado a US$ 205 por tonelada, com alta de US$ 2 entre as sessões, e julho a US$ 203, após ganho de US$ 1. As altas mostram maior apoio comprador à oferta futura, mesmo com a queda das cotações internacionais do cereal.

Soja local diverge de Chicago

As ofertas de soja em Rosário ficaram abaixo dos níveis de segunda-feira. As indústrias locais abriram com preços distantes das expectativas dos vendedores, limitando a atividade. A entrega contratual sob condição EPA e as fixações foram cotadas a 550.000 pesos por tonelada, com queda intradiária de 10.000 pesos. O mesmo valor foi oferecido para novembro. A proposta EPA/EUDR para esse mês caiu US$ 4, para US$ 375 por tonelada, enquanto o SIO-Granos registrou negócios contratuais ao redor de 555.000 pesos.

A queda local contrastou com a alta da soja em Chicago. Segundo a Ruralnet, as compras chinesas e a preocupação com o clima quente e seco em algumas regiões produtoras dos Estados Unidos sustentaram o mercado americano. Em Rosário, as ofertas das indústrias locais funcionaram como o limitador imediato dos negócios, sem repasse direto da valorização externa aos preços domésticos.

Riscos no mar Negro sustentam o trigo

O mercado de trigo em Rosário permaneceu pouco ativo, com a maioria das ofertas estável. O disponível reapareceu a US$ 230 por tonelada, enquanto o período de 15 de setembro a 15 de outubro e o mês completo de outubro ficaram em US$ 235. Novembro, dezembro e a janela de 15 de dezembro a 15 de janeiro permaneceram em US$ 225. Janeiro ficou em US$ 230, fevereiro subiu US$ 2 para US$ 232 e março foi cotado a US$ 235 por tonelada.

O trigo avançou 2% em Chicago porque a falta de progresso nas negociações entre Rússia e Ucrânia e os ataques a portos e embarcações restringiram os embarques pelo mar Negro. A Ruralnet também apontou maior interesse de importadores asiáticos pelo trigo argentino e australiano. O girassol permaneceu em US$ 500 por tonelada para entrega disponível e contratual; dezembro a março de 2027 ficou em US$ 450, ou US$ 470 para a semente alto oleico. O sorgo disponível manteve-se em US$ 180 e não houve ofertas abertas para cevada.

Análise completa do mercado

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