Mercado russo de combustíveis pode estabilizar com queda da demanda em setembro
O mercado russo de combustíveis pode começar a se recuperar em setembro, quando a demanda por gasolina recuar do pico de agosto e as refinarias retomarem o fornecimento após manutenção. A proibição de exportações, as medidas de capacidade, os pagamentos compensatórios e as importações adicionais também apoiam o mercado interno.
Demanda deve cair após o pico de agosto
O mercado russo de combustíveis pode começar a se recuperar em setembro, à medida que a demanda sazonal por gasolina diminua e volumes adicionais das refinarias cheguem ao mercado interno. Agosto foi o mês de pico do consumo de gasolina, segundo especialistas que discutiram a situação do mercado com a Avtoradio.
Igor Yushkov, especialista da Universidade Financeira ligada ao Governo da Federação Russa, disse à Avtoradio que a necessidade de gasolina deve diminuir em setembro. A queda esperada aliviaria a pressão sobre um mercado que exigiu medidas específicas para reforçar a disponibilidade doméstica.
A previsão está ligada a uma mudança sazonal, e não a uma expansão repentina da capacidade de consumo. A demanda menor pode dar tempo a produtores e atacadistas para recompor a oferta. Os operadores do varejo também podem se beneficiar de um fluxo mais previsível de gasolina após o fim do período de maior consumo.
Refinarias retornam após manutenção
As condições de oferta também estão melhorando. Várias refinarias russas concluíram a manutenção e voltaram a fornecer combustível ao mercado. O retorno aumenta a disponibilidade de derivados produzidos no país no momento em que o consumo sazonal começa a enfraquecer.
O momento da retomada das refinarias é decisivo para a previsão de recuperação. A queda da demanda, isoladamente, reduziria a pressão, mas sua combinação com a volta da produção oferece uma base mais sólida para a estabilização. O material disponível não informa quais unidades retornaram, seus volumes de produção ou a capacidade restaurada.
Para as refinarias, a prioridade imediata é manter entregas confiáveis após a manutenção. Comerciantes e redes de postos acompanharão se os volumes adicionais chegam regularmente às regiões, pois uma melhora nacional da oferta não elimina automaticamente escassez local ou limitações logísticas.
Controle de exportações e importações apoiam a oferta
As autoridades adotaram várias medidas para normalizar o mercado. Elas incluem uma proibição total das exportações de combustíveis, iniciativas para aumentar a capacidade, pagamentos pelo mecanismo compensatório e reforço das importações. O objetivo é manter mais combustível na Rússia e complementar a produção nacional.
As importações já contribuem para a oferta. O primeiro navio-tanque com gasolina da Índia foi descarregado em Murmansk, e o combustível está entrando no mercado interno. A carga acrescenta uma fonte externa de gasolina enquanto as refinarias russas recuperam a produção.
As perspectivas para setembro dependem, portanto, de vários fatores simultâneos: demanda sazonal mais fraca, conclusão da manutenção nas refinarias, restrições às exportações e combustível importado adicional. Se essas medidas melhorarem a disponibilidade física, a pressão sobre atacadistas e varejistas deverá diminuir. No entanto, não há dados sobre volumes importados, produção das refinarias, estoques ou preços, o que dificulta quantificar a dimensão e a velocidade da recuperação esperada.