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Mercado japonês de tomate processado superará 42 bilhões de ienes em 2026

O mercado japonês de produtos de tomate processado deverá permanecer acima de 42 bilhões de ienes em 2026, segundo dados da Kagome publicados pelo The Japan Food Journal. Os fabricantes enfrentam matérias-primas e energia mais caras, riscos climáticos para a safra e escassez de materiais de embalagem.

Mercado japonês de tomate processado superará 42 bilhões de ienes em 2026

Mercado seguirá acima de 42 bilhões de ienes

O mercado japonês de produtos de tomate processado, incluindo ketchup, tomate inteiro e picado em conserva e molhos de tomate, deverá superar 42 bilhões de ienes em 2026. A estimativa tem como base dados da Kagome publicados pelo The Japan Food Journal. A demanda permanece firme, embora os fabricantes enfrentem custos de produção maiores, riscos climáticos para a produtividade do tomate e restrições no fornecimento de embalagens.

O ketchup responde por aproximadamente 60% do mercado, enquanto os produtos enlatados representam cerca de 20%. Molhos de tomate e outros processados compõem o restante. Essa estrutura mantém o ketchup como principal motor comercial da categoria e aumenta a importância das mudanças nos hábitos culinários das famílias.

Ketchup amplia presença na cozinha doméstica

Segundo o The Japan Food Journal, o ketchup ganha espaço como tempero versátil porque permite completar o sabor de uma receita com um único produto. Seu uso está avançando além das aplicações tradicionais e chegando a mais ocasiões de preparo. Os fabricantes estão direcionando suas estratégias à praticidade, à redução do tempo na cozinha e a produtos adequados às novas rotinas domésticas.

A Kagome está investindo em temperos com pedaços perceptíveis de ingredientes para responder ao crescimento dessa demanda. A empresa destacou o interesse por tacos, salsa e molhos de cebola e atua nessa área com dois molhos de vegetais e outros produtos com legumes cortados em pedaços grandes. Para o outono e o inverno, também pretende elevar a frequência dos pratos à base de tomate nas refeições domésticas.

Em 25 de agosto, a Kagome lançou dois produtos da linha de temperos “Microwave One Plate”, voltada a famílias com filhos nas quais os dois responsáveis trabalham. Na mesma data, apresentou o “Soup de Gochiso Gohan”, destinado a mulheres que trabalham e feito com o equivalente a 120 g de vegetais por porção. Os lançamentos associam os processados de tomate ao preparo rápido de refeições, em vez de depender apenas do consumo tradicional de ketchup.

Fabricantes apostam no valor agregado

A Kikkoman Food Products, que opera a marca Del Monte no Japão, registra crescimento nas vendas do “Lycopene Rich Tomato Ketchup”. O produto contém 1,5 vez mais licopeno e conquistou compras recorrentes de consumidores frequentes com um sabor que realça a doçura do tomate. Comerciais exibidos desde a primavera passada também atraíram novos compradores, segundo o The Japan Food Journal.

A Nagano Tomato, cujo portfólio abrange ketchup, molhos e sucos, também prioriza o valor do produto em vez de competir apenas por preço. Sua estratégia para o consumo doméstico enfatiza formulações mais saudáveis, conveniência e produtos que permitem finalizar pratos com facilidade. Esse posicionamento ganha relevância porque os custos elevados dos insumos reduzem o espaço para a concorrência baseada em descontos.

Insumos, safra e embalagens continuam sob risco

O setor continua exposto ao aumento dos preços das matérias-primas e da energia, enquanto o clima anormal gera preocupação com uma possível queda na produtividade do tomate. Essas pressões podem afetar os custos de compra e o planejamento da produção de ketchup, conservas e molhos. As fontes não informam volumes da safra nem aumentos de custos por empresa, mas apontam a segurança do abastecimento como um desafio persistente.

As embalagens tornaram-se outro problema operacional. De acordo com o The Japan Food Journal, a escassez de materiais relacionada à situação no Oriente Médio obrigou alguns fabricantes a alterar as especificações das embalagens externas. Manter o mercado acima de 42 bilhões de ienes dependerá não apenas da demanda, mas também da capacidade de garantir tomate e embalagens, administrar os custos de energia e justificar os preços com conveniência, atributos de saúde e receitas diferenciadas.

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