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Malasia e Paquistao exploram cooperacao agricola sobre uma base de 4,4 bilhoes de ringgits

Malasia e Paquistao exploram ampliar a cooperacao no comercio agricola e abrir novos mercados, informou a Bernama. O comercio bilateral de produtos agricolas somou 4,4 bilhoes de ringgits ate dezembro do ano passado. Nao foram divulgadas linhas de produto, prazos ou metas.

Malasia e Paquistao exploram cooperacao agricola sobre uma base de 4,4 bilhoes de ringgits

Malasia e Paquistao exploram a ampliacao da cooperacao no comercio de produtos agricolas e a abertura conjunta de novos mercados, informou a agencia de noticias nacional da Malasia, Bernama. O comercio de produtos agricolas entre os dois paises somou 4,4 bilhoes de ringgits ate dezembro do ano passado, segundo a agencia. As conversas abrangem todo o setor agricola e alimentar, e nao uma unica linha de produto, o que as diferencia dos protocolos por produto que costumam dominar a diplomacia agricola bilateral.

Uma base de 4,4 bilhoes de ringgits

O valor de 4,4 bilhoes de ringgits corresponde ao total dos bens agricolas movimentados entre Malasia e Paquistao ate dezembro do ano passado, conforme a Bernama. Foi divulgado como soma unica, sem abertura por produto, sem separacao por sentido do fluxo e sem comparacao com o periodo anterior. Para exportadores, importadores e processadores dos dois lados, isso torna o numero um ponto de referencia para negociacao, e nao um retrato detalhado do comercio.

O recorte setorial define como as conversas devem ser lidas. Um dialogo sobre comercio agricola e novos mercados e estruturalmente mais amplo que um acordo de produto unico: envolve em geral tratamento tarifario, certificacao e as condicoes administrativas de acesso que determinam se uma carga chega a ser liberada. O relato da Bernama nao associa ao processo cronograma, meta de valor ou lista de linhas especificas, e nao ha registro de documento assinado.

Onde as duas agriculturas se encontram

Os sistemas agricolas da Malasia e do Paquistao sao em boa medida complementares, e nao concorrentes. A base exportadora malaia se concentra em culturas arboreas tropicais e alimentos processados, enquanto a paquistanesa se apoia em lavouras irrigadas, arroz e horticultura. Essa complementaridade explica a existencia do corredor agricola bilateral na escala atual e limita o espaco de concorrencia direta entre as duas partes.

Para os participantes do mercado, as perguntas praticas diante desse tipo de conversa sao sempre as mesmas:

  • quais linhas de produto ganham ou perdem vantagem tarifaria e em que cronograma;
  • se os protocolos fitossanitarios e veterinarios sao reconhecidos mutuamente, ja que a certificacao costuma decidir o acesso antes das tarifas;
  • como sera tratada a certificacao halal, dado seu peso no comercio de alimentos com mercados de maioria muculmana;
  • se novos mercados significa terceiros paises abordados em conjunto ou categorias adicionais dentro do comercio bilateral.

O que observar daqui para frente

Enquanto medidas concretas nao forem publicadas, o peso do anuncio esta na direcao e nao no efeito. Conversas exploratorias nao sao acordo: por si so nao alteram tarifas, cotas ou exigencias de certificacao, e a conta de custo dos operadores segue igual. Os marcos relevantes serao um memorando de entendimento, um protocolo fitossanitario ou veterinario e o cronograma tarifario que eventualmente decorra do processo.

O corredor e modesto diante do comercio agricola total de cada pais, e e justamente por isso que medidas graduais de acesso conseguem aparecer nos numeros. Sobre uma base desse tamanho, um unico protocolo de produto ou um acordo de certificacao pode mover o total de forma visivel, enquanto a mesma medida seria marginal em um fluxo maior. Produtores e traders de arroz, produtos a base de palma, alimentos processados e horticultura sao os mais expostos ao que vier a ser acordado.

Análise completa do mercado

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