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Estoques de oleo de palma da Malasia sobem 3,32% para 2,63 milhoes de toneladas em julho - MPOB

Os estoques malaios de oleo de palma subiram 3,32% para 2,63 milhoes de toneladas em julho de 2026, com todo o acumulo concentrado no oleo bruto, segundo dados do Conselho Malaio do Oleo de Palma. A producao de oleo bruto avancou 9,41% para 1,79 milhao de toneladas e as exportacoes cresceram 14,50% para 1,39 milhao de toneladas.

Estoques de oleo de palma da Malasia sobem 3,32% para 2,63 milhoes de toneladas em julho - MPOB

Estoques voltam acima de 2,6 milhões de toneladas

Os estoques malaios de óleo de palma subiram 3,32%, ou 84.495 toneladas, para 2,63 milhões de toneladas em julho de 2026, ante 2,54 milhões de toneladas em junho, segundo o Conselho Malaio do Óleo de Palma (MPOB), cujo relatório mensal de desempenho do setor foi divulgado pelo Astro Awani. A alta se concentrou no óleo de palma bruto, cujos estoques avançaram 7,24%, ou 96.495 toneladas, para 1,43 milhão de toneladas ante 1,33 milhão um mês antes.

Os estoques de óleo de palma processado seguiram na direção oposta e recuaram 0,99%, para 1,20 milhão de toneladas ante 1,21 milhão em junho. A divisão deixa o excedente na forma de matéria-prima não refinada em usinas e terminais a granel, enquanto os volumes de produto acabado foram levemente reduzidos.

Produção cresce em toda a cadeia

A produção de óleo bruto subiu 9,41%, ou 154.183 toneladas, para 1,79 milhão de toneladas em julho, ante 1,64 milhão em junho. O avanço se estendeu ao segmento de palmiste:

  • A produção de palmiste cresceu 10,69% na comparação mensal, para 422.266 toneladas ante 381.486 toneladas.
  • A produção de óleo bruto de palmiste subiu 14,55%, para 199.392 toneladas ante 174.071 toneladas.
  • A produção de torta de palmiste avançou 10,11%, para 215.304 toneladas ante 195.534 toneladas.

O óleo de palmiste cresceu mais rápido que a própria produção da amêndoa, 14,55% contra 10,69%, enquanto a torta de palmiste, resíduo da prensagem, acompanhou de perto os volumes de amêndoa com 10,11%. O padrão indica maior utilização das prensas junto com a entrega mais volumosa de cachos no mês.

Mesmo com embarques mais fortes, a oferta total disponível superou em julho a saída via exportação e consumo interno, o que resultou no saldo final mais alto registrado pela MPOB.

Exportações se fortalecem e biodiesel se multiplica

As exportações de óleo de palma cresceram 14,50%, para 1,39 milhão de toneladas ante 1,22 milhão em junho. Os embarques oleoquímicos alcançaram 265.198 toneladas contra 255.098 toneladas, alta que a MPOB estima em 17,81%. As exportações de biodiesel saltaram 496,77%, para 28.745 toneladas ante 4.817 toneladas, ainda que os volumes permaneçam pequenos diante do comércio principal de óleo comestível.

Duas linhas da cadeia recuaram. As exportações de óleo de palmiste caíram 1,73%, para 82.261 toneladas ante 83.712 toneladas, e as de torta de palmiste, ingrediente para ração animal, recuaram 8,72%, para 203.454 toneladas ante 222.887 toneladas.

A composição das exportações determina a velocidade de escoamento do excedente de óleo bruto. Os tipos processados que deixam o país consomem um estoque refinado em contração, de 1,20 milhão de toneladas, enquanto 1,43 milhão de toneladas de óleo bruto precisa ser processado por refinarias locais ou embarcado como está.

Importações caem pela metade

As importações somadas de óleo de palma e óleo de palma processado caíram 51,93%, para 49.566 toneladas ante 103.113 toneladas em junho. As compras externas de óleo de palmiste seguiram no sentido inverso e subiram 93,12%, para 11.545 toneladas ante 5.978 toneladas.

A queda das importações elimina um canal usado pelas refinarias malaias para complementar o abastecimento local e coincide com a produção interna mais forte do mês. Com 11.545 toneladas, o aumento das compras de óleo de palmiste permanece marginal no balanço geral.

O relatório mensal da MPOB é um dos poucos indicadores oficiais quase em tempo real da oferta mundial de óleos vegetais e é acompanhado por refinarias, fabricantes de ração, misturadores de biodiesel e importadores dos maiores mercados de óleos comestíveis. Julho reuniu produção maior, exportações maiores e um balanço mais pesado em óleo bruto: a demanda por embarques se manteve, mas o país fechou o mês com mais óleo em tanque do que tinha no início.

Análise completa do mercado

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