Kingdom prevê iniciar fábrica egípcia de fio de linho no primeiro trimestre de 2027
O grupo chinês Kingdom prevê iniciar as operações de sua fábrica de fio de linho em Sadat City, no Egito, no primeiro trimestre de 2027. O projeto busca ampliar o processamento local, melhorar a qualidade da fibra egípcia e conectar fornecedores à rede internacional de clientes do grupo.
Fábrica deverá começar a operar no primeiro trimestre
O grupo chinês Kingdom prevê começar a produzir fio de linho no Egito durante o primeiro trimestre de 2027, segundo a Mubasher. A fábrica está em construção na zona industrial de Sadat City e ocupa 50 mil metros quadrados. As obras começaram no ano passado, mas o valor do investimento e a capacidade anual projetada não foram divulgados.
O cronograma foi discutido em uma reunião entre o ministro da Indústria do Egito, Khaled Hashem, e uma delegação da Kingdom liderada pelo presidente do grupo, Ren Weiming. As partes avaliaram o andamento das obras e uma possível cooperação para desenvolver fornecedores egípcios de linho. A Kingdom também apresentou uma proposta para a evolução do setor desde as sementes até o processamento e a exportação.
Kingdom traz uma rede exportadora consolidada
Fundada em 1979, a Kingdom é a maior exportadora chinesa de fio de linho puro há 15 anos consecutivos, informou a Mubasher. A empresa responde por 52% das exportações totais chinesas do produto e vende para mais de 20 países e regiões, incluindo importantes mercados da Europa e da Ásia.
Essa presença internacional poderá dar à operação egípcia acesso a uma rede de clientes já estabelecida quando a produção começar. A função inicial da fábrica será produzir fio de linho, avançando o processamento da matéria-prima dentro do Egito em vez de exportá-la com baixo grau de transformação. A fonte não informa qual parcela da produção será destinada ao mercado interno nem quanto será exportado.
Egito quer ampliar a cadeia de valor do linho
Hashem afirmou que o linho ocupa posição importante na estratégia do Ministério da Indústria. O governo quer aprofundar a fabricação nacional, aumentar as exportações e integrar melhor o setor egípcio às cadeias globais de abastecimento. A base industrial existente é vista como uma oportunidade para converter matérias-primas locais em produtos de maior valor agregado.
O ministério pretende que o investimento da Kingdom estimule atividades relacionadas além da produção de fio. As prioridades vão da preparação e melhoria da fibra ao fiar, tecer, tingir e fazer o acabamento, seguidos pela fabricação de tecidos, roupas, artigos para o lar e outros produtos acabados. O desenvolvimento dessas etapas permitiria manter no Egito uma parcela maior do valor da colheita e criaria demanda por mão de obra especializada e tecnologia.
A qualificação dos fornecedores será uma questão central. O ministério e a Kingdom pretendem melhorar a qualidade e a competitividade do linho egípcio e ajudar empresas locais a cumprir especificações técnicas internacionais. Isso deverá elevar gradualmente o uso de fibra egípcia na fábrica, melhorar o fio produzido localmente e conectar fabricantes aos clientes e mercados externos da Kingdom. Ren afirmou que o grupo está disposto a elevar a eficiência dos fornecedores e ajudá-los a produzir fibra adequada ao uso industrial, além de estimular investimentos nas etapas anteriores e posteriores à fiação.