Japão: preços do papel de uso doméstico sobem e papel higiênico de celulose avança 9,7% em agosto
Levantamento mensal de preços no varejo de Tóquio e arredores mostrou o papel higiênico de celulose dos grandes fabricantes japoneses entre 798 e 898 ienes no pacote de doze rolos de 100 metros em agosto, com o ponto médio 9,7% acima de julho. Segundo a Nikkei, os aumentos anunciados pelos fabricantes já chegam à prateleira. O papel higiênico de fibra reciclada de produtores médios e pequenos é apurado separadamente na mesma pesquisa.
Papel higiênico lidera a alta de agosto nas prateleiras de Tóquio
Os preços no varejo do papel de uso doméstico no Japão subiram em agosto, com o papel higiênico registrando a alta mais evidente, informou a Nikkei, citando o levantamento mensal de preços de prateleira elaborado pela associação de atacadistas de papel doméstico de Tóquio, entidade setorial que reúne distribuidores de produtos de papel da capital e dos arredores, com sede no distrito tóquio de Chuo.
De acordo com a pesquisa, o papel higiênico de celulose produzido pelas grandes fabricantes e vendido no formato padrão de doze rolos de 100 metros custava de 798 a 898 ienes antes de impostos. O ponto médio dessa faixa ficou 9,7% acima do registrado em julho. A Nikkei apontou que os aumentos anunciados anteriormente pelos fabricantes estão se transferindo para a prateleira.
O levantamento coleta preços em Tóquio e nas províncias vizinhas, portanto é um retrato regional e não um índice nacional. Ainda assim, a região metropolitana concentra a maior demanda de papel doméstico do país, o que faz dos números um indicador antecedente de quanto os aumentos de fábrica já percorreram a cadeia comercial.
Celulose e fibra reciclada são apuradas em separado
A pesquisa separa o papel higiênico de marca feito de celulose do papel higiênico de fibra reciclada produzido por fabricantes de médio e pequeno porte, vendido em outro formato padrão, de oito rolos de 90 metros. A distinção tem peso comercial: os dois segmentos usam matérias-primas diferentes, ocupam faixas de preço diferentes e disputam o mesmo espaço limitado de prateleira em supermercados e drogarias.
As qualidades de celulose estão mais diretamente expostas ao custo da fibra virgem, enquanto as recicladas dependem da oferta de aparas e da energia consumida na destintagem e na secagem. Quando apenas um dos lados se move, o resultado costuma não ser queda de volume, e sim migração do comprador entre segmentos, já que a demanda por papel higiênico quase não responde a preço.
Aumentos anunciados chegam à prateleira
O papel de uso doméstico é uma categoria de margem baixa e grande volume físico, na qual os aumentos de tabela anunciados e os preços efetivamente praticados podem divergir por meses. O fabricante define a tabela; atacado e varejo decidem quanto do aumento absorvem e por quanto tempo. Uma variação de 9,7% no ponto médio em um único mês indica que essa fase de absorção está se encerrando no segmento de celulose.
Para os fabricantes, o preço efetivamente praticado na loja é o teste de se os anúncios anteriores se convertem em margem recuperada em vez de volume perdido. Para o atacado, o dado de agosto define a referência das negociações de outono com as redes. Para o varejo, um item de primeira necessidade saltar para uma faixa de preço visivelmente mais alta é uma mudança que o consumidor percebe e memoriza, e por isso a atividade promocional dos próximos meses decidirá se o aumento se sustenta.
O que acompanhar
- Se a faixa de 798 a 898 ienes se mantém na pesquisa de setembro ou se desgasta com descontos promocionais.
- Como o papel higiênico reciclado no formato de oito rolos de 90 metros será precificado ante as qualidades de celulose.
- Se outras linhas de papel doméstico, como lenços e papel-toalha, acompanham o papel higiênico.
- Se a alta da região de Tóquio se espalha para outras regiões e para as marcas próprias do varejo.
A associação elabora o levantamento todos os meses, de modo que a próxima leitura mostrará se agosto marcou um degrau duradouro nos preços do papel doméstico ou o ponto alto do repasse atual.