Mercado italiano de EPI se consolida em 1,9 bilhão de euros
Dados do centro de estudos da Assosistema Confindustria, apresentados em 17 de setembro de 2026 na Safety Expo 2026, em Bérgamo, estimam o mercado italiano de equipamentos de proteção individual em cerca de 1,9 bilhão de euros. A associação fala em solidez do setor e consolidação progressiva, com a Itália respondendo por 12,42% do valor do mercado de EPI da União Europeia. Proteção respiratória, calçados de segurança e vestuário de trabalho são os segmentos centrais.
O mercado italiano de equipamentos de proteção individual (EPI) vale cerca de 1,9 bilhão de euros e não está encolhendo, e sim se consolidando, segundo dados do centro de estudos da Assosistema Confindustria apresentados em 17 de setembro de 2026 na Safety Expo 2026 – Sicurezza sul Lavoro, em Bérgamo.
Um setor que se sustenta
Os números referem-se a 2024 e foram divulgados no segundo dia da feira. A ANSA informou que eles indicam uma «solidez substancial» do setor e sua «consolidação progressiva». A análise descreve uma cadeia cada vez mais articulada e especializada, com as empresas italianas ocupando papel central no desenvolvimento de soluções inovadoras para a segurança do trabalho.
Pelos mesmos dados, a Itália responde por 12,42% do valor total do mercado de EPI na União Europeia. Combinada com o número doméstico de 1,9 bilhão de euros, essa fatia implica um mercado comunitário de aproximadamente 15 bilhões de euros. Depois de anos de fortes oscilações de demanda, a mensagem da associação é que os volumes se estabilizaram e a disputa passou a ser por competência técnica, não por capacidade instalada.
Onde está concentrada a produção italiana
O centro de estudos aponta três segmentos principais em que as competências produtivas nacionais são centrais:
- proteção das vias respiratórias;
- calçados de segurança;
- vestuário de trabalho.
Essas três categorias sustentam a cadeia italiana e são onde a consolidação descrita pela Assosistema aparece com mais clareza. Uma cadeia mais especializada costuma significar menos fornecedores generalistas e maior parcela de valor nas mãos de empresas que dominam projeto, materiais e certificação, e não nas de distribuidores de produto importado padrão.
Conforto, aceitação do trabalhador e inteligência artificial
Claudio Galbiati, presidente da seção Safety da Assosistema Confindustria, associou a transformação do mercado às exigências crescentes dos usuários. A demanda se desloca para dispositivos mais confortáveis, mais facilmente aceitos pelos trabalhadores e capazes de integrar novas tecnologias. O efeito comercial é direto: a proteção só funciona se for usada durante todo o turno, o que transforma ergonomia e materiais em variável competitiva.
Entre as inovações citadas no evento, a inteligência artificial foi destacada como fator-chave em três frentes: desenvolvimento de produto, monitoramento do uso correto dos equipamentos e otimização da correspondência entre riscos específicos e os dispositivos de proteção indicados. Esse último ponto afeta as compras de forma direta, porque define como os clientes especificam e auditam o que adquirem.
Bérgamo como ponto de encontro da cadeia
Andrea Pais, presidente da Safety Expo, afirmou que o evento é referência para o encontro entre empresas, produtos e profissionais do setor, segundo o Blasting News Italia. O segundo dia foi dedicado à análise econômica do segmento, com foco na evolução das necessidades dos trabalhadores e das empresas que atuam em segurança do trabalho.
Para produtores, processadores e importadores, a conclusão prática é que a Itália segue sendo um mercado de porte médio, mas altamente especializado dentro da União Europeia, com base industrial capaz de sustentar uma fatia de dois dígitos no valor europeu. O crescimento, na leitura da associação, dificilmente virá de uma expansão geral de volumes. Deve vir da evolução do produto em proteção respiratória, calçados de segurança e vestuário de trabalho, e da camada tecnológica construída em torno deles.