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Fornecedores indonésios veem US$ 198,33 milhões em negócios potenciais no Japão

Empresas indonésias de produtos do mar registraram US$ 198,33 milhões em transações potenciais na JISTE 2026, em Tóquio. A tarifa zero do IJEPA revisado favorece pescados processados, embora as exportações pesqueiras totais para o Japão tenham recuado entre janeiro e junho de 2026.

Fornecedores indonésios veem US$ 198,33 milhões em negócios potenciais no Japão

Rodadas de negócios geram carteira de US$ 198,33 milhões

Fornecedores indonésios de produtos do mar registraram transações potenciais de US$ 198,33 milhões, equivalentes a 3,49 trilhões de rupias, durante a 28ª Japan International Seafood & Technology Expo (JISTE) 2026, em Tóquio. O Ministério do Comércio da Indonésia divulgou o valor após reuniões entre exportadores indonésios e compradores japoneses realizadas na feira, entre 19 e 21 de agosto de 2026.

Segundo a ANTARA e o Koran Jakarta, o atum em diferentes apresentações, incluindo produtos processados, concentrou o maior potencial de negócios. Compradores japoneses também demonstraram interesse por polvo, peixe sillago e camarão empanado e frito, conhecido como ebi fry. Outros itens procurados incluíram bonito-listrado, siri-azul, lula, sépia, anchova processada chirimen, ovas tobiko, ouriço-do-mar uni e diversos produtos do mar processados.

Tarifa zero amplia acesso para pescado processado

Fajarini Puntodewi, diretora-geral de Desenvolvimento Nacional das Exportações do Ministério do Comércio da Indonésia, afirmou que as transações potenciais demonstram o tamanho da oportunidade para os produtos pesqueiros indonésios no Japão. Ela pediu que os exportadores aproveitem melhor o protocolo revisado do Acordo de Parceria Econômica Indonésia-Japão, o IJEPA, que estabelece tarifa zero para produtos de pescado processado originários da Indonésia.

A embaixadora da Indonésia no Japão, Nurmala Kartini Sjahrir, disse que a implementação do protocolo revisado do IJEPA ampliou o acesso ao mercado. Ela também ressaltou que as empresas indonésias precisam manter compromisso, regularidade e continuidade do fornecimento para preservar a confiança dos parceiros japoneses. A qualidade do produto não basta, pois os compradores também avaliam a confiabilidade e a transparência no cumprimento das obrigações comerciais.

O Indonesia Trade Promotion Center em Osaka pretende continuar promovendo os produtos pesqueiros indonésios por meio de ações de marketing, facilitação do comércio e ampliação da rede de compradores japoneses. A conversão da carteira gerada na feira em pedidos efetivos dependerá do acompanhamento comercial e da capacidade dos fornecedores de atender às exigências japonesas de abastecimento confiável.

Processados avançam enquanto exportações totais recuam

O Japão é um mercado estratégico para o setor pesqueiro da Indonésia, mas os dados recentes mostram tendências distintas. Entre janeiro e junho de 2026, a Indonésia exportou US$ 173,00 milhões em produtos pesqueiros ao Japão, queda de 7,99% em relação ao mesmo período de 2025. A ANTARA atribuiu o recuo ao enfraquecimento dos embarques de alguns itens, entre eles camarão congelado e bonito-listrado. Atum, alga marinha e produtos de pescado processado, porém, continuaram apresentando crescimento.

As exportações de produtos pesqueiros processados tiveram desempenho especialmente forte. O valor chegou a US$ 45,81 milhões, cerca de 807,67 bilhões de rupias, entre janeiro e junho de 2026, alta anual de 29,05%. Atum e bonito-listrado processados geraram US$ 41,12 milhões e responderam por 89,75% da categoria. Outros peixes processados contribuíram com US$ 2,22 milhões, ou 4,85%; lula processada, com US$ 1,16 milhão, ou 2,52%; e polvo processado, com US$ 953 mil, ou 2,08%.

A carteira de US$ 198,33 milhões supera todo o valor declarado das exportações pesqueiras indonésias ao Japão no primeiro semestre de 2026, embora transações potenciais não sejam vendas concluídas. Se uma parcela relevante se transformar em pedidos firmes, os negócios poderão reforçar a migração para produtos processados de maior valor agregado. A tarifa zero e o interesse japonês por uma linha ampla abrem espaço para diversificação, enquanto a fraqueza do camarão congelado e do bonito-listrado mostra a necessidade de garantir volumes e preservar relações estáveis com compradores.

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