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Certificação halal obrigatória da Indonésia vai atingir exportadores tailandeses de alimentos e bebidas a partir de outubro de 2026

O Escritório de Política e Estratégia Comercial da Tailândia alertou os exportadores de que a Indonésia exigirá certificação halal para todos os alimentos e bebidas vendidos em seu mercado a partir de 17 de outubro de 2026. Fabricantes de alimentos processados, frutos do mar, frutas secas e bebidas estão entre os cinco grupos que devem se preparar.

Certificação halal obrigatória da Indonésia vai atingir exportadores tailandeses de alimentos e bebidas a partir de outubro de 2026

Indonésia aperta as exigências halal

O Escritório de Política e Estratégia Comercial (TPSO), ligado ao Ministério do Comércio da Tailândia, alertou os exportadores tailandeses de alimentos e bebidas para se prepararem para a exigência ampliada de certificação halal da Indonésia, que entra em vigor em 17 de outubro de 2026. Pela medida, todos os alimentos e bebidas devem possuir certificação halal antes de poderem ser distribuídos e vendidos no mercado indonésio.

A mudança transforma a certificação halal de um atributo voluntário de marketing em condição obrigatória de acesso ao mercado. A Indonésia é o país de maioria muçulmana mais populoso do mundo e um dos maiores compradores de alimentos processados tailandeses no Sudeste Asiático, o que torna essa virada regulatória relevante para o comércio regional de alimentos e bebidas.

Cinco grupos de exportadores atingidos

Segundo o TPSO, o Ministério do Comércio apontou cinco grupos de empresas tailandesas que precisam se adaptar ao novo regime. As categorias citadas no alerta incluem fabricantes de alimentos processados, frutos do mar, frutas secas e bebidas — justamente os segmentos em que a Tailândia construiu uma forte posição exportadora na região.

Para esses produtores, a exigência vai além de um único rótulo. A certificação halal costuma abranger ingredientes, aditivos, linhas de processamento, armazenamento e logística, o que significa que as empresas podem precisar revisar toda a cadeia de suprimentos, e não apenas o produto final. As firmas que se abastecem de vários fornecedores terão de confirmar que cada componente atende aos padrões halal antes do prazo.

O que os exportadores devem fazer antes do prazo

O TPSO instou as empresas a não esperarem, alertando que a certificação envolve documentação, auditoria e verificação que levam tempo. Os negócios que não obtiverem o certificado até 17 de outubro de 2026 correm o risco de perder o acesso ao mercado indonésio ou de enfrentar atrasos e custos adicionais no ponto de entrada.

  • Confirmar quais produtos entram no escopo obrigatório do halal.
  • Iniciar cedo a certificação e a auditoria para evitar um gargalo perto do prazo.
  • Verificar se ingredientes, aditivos e processamento atendem aos padrões halal.
  • Revisar fornecedores e logística em toda a cadeia de suprimentos.

A agência apresentou a mensagem como um chamado à preparação, e não como uma barreira, observando que a certificação antecipada pode proteger a fatia de mercado existente e até servir como vantagem competitiva à medida que o prazo se aproxima. Os exportadores que agirem primeiro estarão mais bem posicionados para manter as prateleiras abastecidas na Indonésia enquanto concorrentes mais lentos correm para cumprir a regra.

Por que isso importa para o comércio regional

A medida da Indonésia faz parte de um aperto mais amplo da supervisão halal em uma das maiores economias importadoras de alimentos do mundo. Para os produtores tailandeses de alimentos processados, frutos do mar, frutas secas e bebidas, a conformidade tornou-se o preço de continuar acessando um mercado de escala considerável. Os cerca de dezoito meses até outubro de 2026 dão tempo aos exportadores para se adaptarem, mas o volume do trabalho de certificação — dos ingredientes às fábricas e à logística — faz com que as empresas que começarem agora assumam o menor risco.

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