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Indonésia responde por 7,42% do café mundial com produção liderada por pequenos agricultores

A Indonésia respondeu por cerca de 7,42% da produção mundial de café, ocupando a quarta posição entre os maiores produtores. O país produziu aproximadamente 813 mil toneladas de café verde em 2024, com os pequenos agricultores formando a base do setor.

Indonésia responde por 7,42% do café mundial com produção liderada por pequenos agricultores

Indonésia mantém posição relevante no mercado mundial de café

A Indonésia respondeu por aproximadamente 7,42% da produção mundial de café, participação que colocou o país na quarta posição entre os maiores produtores, segundo dados do Ministério da Agricultura citados pela VIVA. O número consta do Coffee Commodity Outlook 2023 do ministério e reforça o papel consolidado do país em um setor liderado por Brasil e Vietnã.

Essa posição é sustentada por uma produção anual de centenas de milhares de toneladas. Dados do ministério apontam que a produção indonésia chegou a 794.762 toneladas em 2022, enquanto a estimativa para 2023 foi de 789.609 toneladas. Informações governamentais mais recentes indicam uma produção nacional de aproximadamente 813 mil toneladas de café verde em 2024.

O volume de 2024 superou tanto o resultado de 2022 quanto a estimativa para 2023. Ele também demonstra a escala da Indonésia na concorrência internacional, embora os dados disponíveis não indiquem quanto da safra foi exportado nem como a participação mundial do país evoluiu após a avaliação de 7,42%.

Pequenos agricultores dominam a base produtiva

As lavouras de café da Indonésia ocupavam aproximadamente 1,27 milhão de hectares em 2024. Essa extensa base produtiva depende majoritariamente de pequenos agricultores, e não de grandes empresas de plantação. Segundo o Coffee Commodity Outlook 2023, as pequenas propriedades responderam, em média, por cerca de 95,75% do cultivo de café indonésio entre 1984 e 2023.

Essa estrutura de propriedade amplia a importância econômica e social do café para além do processamento e das exportações. Mudanças na produtividade, nos preços pagos ao produtor e no acesso a compradores podem afetar diretamente as comunidades dependentes da cultura. Para processadores e comerciantes, a oferta altamente fragmentada também torna a consolidação de lotes, a regularidade da qualidade e a rastreabilidade questões operacionais centrais.

A produção divide-se principalmente entre Robusta e Arábica. Na última década, o Robusta representou aproximadamente 72,71% do café do país, ante 27,29% do Arábica. O desempenho geral da produção indonésia é, portanto, particularmente sensível às condições nas principais regiões produtoras de Robusta.

Diversidade regional amplia o portfólio

Os principais polos de Robusta estão em Sumatra do Sul, Lampung, Bengkulu, Java Oriental e Java Central. A produção de Arábica concentra-se em áreas como Aceh, Sumatra do Norte, Sulawesi do Sul e Sumatra Ocidental. Essa distribuição geográfica permite combinar produção em grande escala com cafés associados a origens específicas.

Entre as regiões produtoras reconhecidas estão Gayo, em Aceh; Mandailing, em Sumatra do Norte; Java Preanger, em Java Ocidental; Toraja, em Sulawesi do Sul; e Kintamani, em Bali. Cada uma possui identidade geográfica e perfil de sabor próprios. Para produtores, processadores e exportadores, essa variedade permite competir tanto com os volumes predominantes de Robusta quanto com origens diferenciadas de Arábica. A estrutura liderada por pequenos agricultores, porém, exige que os avanços de produtividade e qualidade alcancem uma base rural amplamente dispersa.

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