Índia reabre mercado ao kiwi iraniano após proibição posterior a 2020
O Irã recuperou o acesso ao mercado indiano de kiwi após a proibição imposta depois de 2020. As autoridades iranianas atribuem a reabertura a procedimentos de exportação mais rígidos, ao cumprimento de protocolos técnicos e ao registro mais preciso dos exportadores.
Kiwi iraniano retorna ao mercado da Índia
O Irã recuperou o acesso ao mercado indiano de kiwi após uma proibição imposta depois de 2020, segundo a Mehr News. A reabertura devolve um canal comercial aos produtores e exportadores iranianos após um processo prolongado, concentrado na organização das operações de exportação e no atendimento às exigências técnicas da Índia.
Maryam Jalili-Moqaddam, chefe da Organização de Proteção Vegetal do Irã, afirmou que o país conseguiu retornar ao mercado indiano adotando maior rigor nos processos de exportação e cumprindo os protocolos técnicos. Ela classificou como difícil o trabalho para remover a restrição, mas disse que as medidas também elevaram o valor do produto e geraram lucros diretos para os produtores de kiwi.
Conformidade técnica sustenta a retomada
As informações disponíveis não identificam os problemas fitossanitários que levaram à proibição original nem detalham os protocolos adotados pelos exportadores. Ainda assim, deixam claro que o cumprimento das exigências técnicas e o controle mais rígido das operações foram centrais para que a Índia voltasse a admitir kiwi iraniano.
Para os exportadores, a remoção formal da proibição não é suficiente: a continuidade do acesso dependerá da execução consistente dos procedimentos aprovados. Cada carga deverá cumprir as regras durante a preparação e a exportação. Falhas de registro, coordenação ou conformidade podem provocar atrasos na Índia e reduzir a confiabilidade do canal comercial recém-restabelecido.
Listas de exportadores precisam ser concluídas antes da safra
Jalili-Moqaddam afirmou que resta pouco tempo antes do início da temporada de exportação, no mês iraniano de Mehr. Ela pediu coordenação máxima entre as organizações envolvidas na aplicação da alínea Kh do artigo 71 do Sétimo Plano de Desenvolvimento do Irã.
Todas as partes relevantes devem registrar corretamente as informações exigidas no sistema Yekta, acrescentou. As autoridades também pretendem concluir as listas definitivas de exportadores antes do início dos embarques. A ênfase em um sistema único indica que a rastreabilidade e a verificação dos operadores serão componentes importantes do comércio com a Índia.
Produtores recuperam um destino comercial
As autoridades iranianas dizem que a retomada do acesso à Índia já aumentou o valor do kiwi e a rentabilidade dos produtores, reativando o interesse pela expansão dos pomares. A Mehr News não apresentou dados de produção, embarques, área cultivada ou preços. Por isso, ainda não é possível quantificar o impacto comercial imediato.
A Organização de Proteção Vegetal também quer evitar uma burocracia complexa no mercado de destino. Jalili-Moqaddam pediu aos participantes de uma reunião de coordenação que apresentassem soluções operacionais específicas e definissem as listas finais de exportadores. O objetivo é tornar as exportações de kiwi deste ano mais precisas e transparentes do que nos anos anteriores. Para produtores e comerciantes, a continuidade da reabertura dependerá agora da manutenção dos controles técnicos que permitiram recuperar o acesso.