Índia lidera produção de coco e amplia exportações em 62% para US$ 794,70 milhões
A Índia respondeu por 31,24% da produção mundial de coco e colheu cerca de 20.301,22 milhões de frutos em 2024-25. As exportações de produtos de coco cresceram 62% no FY26, para 7.038,35 crore de rúpias (US$ 794,70 milhões).
Índia responde por 31,24% da produção mundial
A Índia tornou-se a maior produtora mundial de coco, com 31,24% da produção global, segundo a India Brand Equity Foundation. O país colheu cerca de 20.301,22 milhões de frutos em 2024-25, em uma área de 2,19 milhões de hectares. O setor sustenta os meios de vida de quase 30 milhões de pessoas, incluindo aproximadamente 10 milhões de agricultores.
Os números mostram a importância da atividade para o emprego rural e o processamento agrícola. A posição indiana não depende apenas da área plantada, mas também do volume obtido nas principais regiões produtoras. A Índia ocupa o terceiro lugar mundial em área de cultivo, com 17,90% do total. A produção está concentrada nos estados do sul e do litoral, onde abastece os mercados locais de alimentos e uma indústria de processamento cada vez mais diversificada.
Exportações avançam para produtos de maior valor
As exportações indianas de produtos de coco cresceram 62% no FY26, de 4.349,03 crore de rúpias no ano anterior para 7.038,35 crore de rúpias (US$ 794,70 milhões), informou a IBEF. O aumento mostra que a expansão já não se limita ao embarque de matérias-primas agrícolas básicas. A pauta inclui óleo de coco virgem, leite e água de coco, carvão ativado, coco fresco e congelado, copra e outros produtos processados.
O portfólio mais amplo permite que os processadores atendam aos mercados de alimentos, bebidas e aplicações industriais, além de extrair mais valor de cada fruto. Óleo virgem, água envasada e leite de coco atendem ao consumo, enquanto o carvão ativado possui usos industriais. Coco fresco e congelado e copra continuam presentes no comércio ao lado das categorias mais recentes. Até 31 de julho de 2026, o Conselho de Desenvolvimento do Coco havia registrado 8.700 exportadores de produtos de coco, indicando uma ampla base de fornecedores e uma cadeia cada vez mais formalizada.
Recursos públicos apoiam lavouras e processamento
Os programas governamentais apoiam mudas, produtividade, renovação das plantações e processamento. Durante 2025-26, foram liberados 147,21 crore de rúpias (US$ 16,65 milhões) para atividades do Conselho de Desenvolvimento do Coco. Onze fazendas de demonstração e produção de sementes produziram 241.000 mudas de qualidade. Cerca de 2.175 hectares foram incorporados ao cultivo, com 632,77 lakh de rúpias (US$ 0,72 milhão) destinados à implantação e manutenção das plantações.
O programa de melhoria da produtividade por meio de sistemas de cultivo baseados no coco cobriu 18.800 hectares e beneficiou 48.696 agricultores. Separadamente, o programa de replantio e rejuvenescimento de coqueirais alcançou 25.517 hectares ao longo de cinco anos. As medidas combinam expansão e renovação de áreas antigas, necessárias para manter o fornecimento regular aos processadores e exportadores.
Expansão depende de matéria-prima consistente
O orçamento da União para 2026-27 anunciou um Programa de Promoção do Coco dentro de uma dotação de 350 crore de rúpias para a agricultura de alto valor. O programa abrange material de plantio de qualidade, expansão e rejuvenescimento das plantações, manejo fitossanitário e processamento integrado. O foco conecta a produção no campo à capacidade necessária para fabricar mercadorias adequadas à exportação.
Para os produtores, a maior demanda industrial pode ampliar os canais de venda além do mercado doméstico de coco fresco. Para processadores e exportadores, o principal desafio será garantir qualidade uniforme e volume suficiente à medida que cresce o número de fornecedores registrados. A participação de 31,24% na produção mundial oferece à Índia uma grande base de matéria-prima, enquanto a alta de 62% nas exportações comprova a demanda pelo portfólio do país. A continuidade desse crescimento dependerá da produtividade, da renovação dos coqueirais e da capacidade industrial de transformar a colheita em produtos padronizados e de maior valor para compradores internacionais.