Índia pretende alcançar autossuficiência em castanha de caju até 2035
A Índia poderá alcançar a autossuficiência em castanha de caju até 2035, segundo Bola Rahul Kamath, presidente da Associação Indiana de Caju. O apoio do governo central está acelerando a produção nacional.
Setor define objetivo para 2035
A Índia poderá alcançar a autossuficiência em castanha de caju até 2035, à medida que o apoio público impulsiona a expansão da indústria nacional, afirmou em Jaipur Bola Rahul Kamath, presidente da Associação Indiana de Caju. A United News of India publicou a declaração em 9 de agosto.
Segundo Kamath, a produção indiana de caju avança rapidamente com a ajuda do governo central. Para cumprir o objetivo de 2035, o país terá de ampliar a oferta de castanha de caju in natura até atender às necessidades do mercado doméstico e da indústria de processamento.
A associação apresentou a data como uma meta alcançável, não como uma previsão governamental vinculante. A reportagem não informa volume de produção, investimento necessário, área de cultivo ou taxa anual de crescimento. O ritmo e a dimensão da expansão ainda dependerão de programas posteriores e de indicadores do setor.
Oferta de matéria-prima é o desafio central
A AICA considera prioritário aumentar a produção nacional de castanha de caju in natura. Seus objetivos publicados incluem cooperação com o governo indiano, organizações não governamentais e empresas para modernizar propriedades existentes, incorporar novas áreas ao cultivo e elevar a renda dos agricultores.
A associação também pretende fortalecer o processamento e a agregação de valor. Sua agenda prevê novas soluções tecnológicas para as fábricas, padronização das práticas comerciais para castanha bruta e amêndoa, além de consultas com participantes públicos e privados.
Para os processadores, a importância da meta de 2035 está na possível ampliação da base doméstica de matéria-prima. Uma safra local maior e mais confiável poderá alterar o planejamento de compras, a utilização da capacidade e a exposição a fornecedores estrangeiros. A informação disponível, porém, não quantifica a atual dependência das importações nem identifica as regiões que forneceriam a produção adicional.
Exportações e desenvolvimento de mercado seguem na agenda
Autossuficiência não significa que a indústria indiana pretende abandonar o mercado internacional. Entre os objetivos publicados pela AICA está o aumento das exportações de amêndoa de caju e de outros produtos de maior valor agregado. A associação também promove o consumo na Índia, portanto uma produção maior poderá atender tanto compradores domésticos quanto processadores exportadores.
O horizonte de 2035 oferece uma referência de longo prazo para agricultores, processadores e comerciantes, mas seu efeito comercial dependerá da execução. Novos plantios, modernização das propriedades, tecnologia e coordenação com órgãos públicos precisarão gerar um aumento mensurável da oferta. Até a publicação de etapas detalhadas, a meta deve ser vista como uma ambição estratégica da associação, apoiada pela avaliação de Kamath de que a ajuda governamental já acelera o avanço do setor.