Grécia paga 14,6 milhões de euros em apoio a fertilizantes a 34.200 agricultores
A Grécia concluiu um pagamento de 14,6 milhões de euros a 34.200 explorações para compensar parte do aumento do custo dos fertilizantes. A terceira fase abrange faturas emitidas entre 1 de julho e 31 de agosto de 2026 e eleva os desembolsos acumulados para 34 milhões de euros.
Terceiro pagamento foi concluído
A Autoridade Independente de Receitas Públicas da Grécia, AADE, concluiu o pagamento de 14,6 milhões de euros a 34.200 beneficiários na terceira fase de um programa destinado a compensar empresas agrícolas pelo aumento dos custos dos fertilizantes. O Ministério da Economia Nacional e das Finanças, o Ministério do Desenvolvimento Rural e da Alimentação e a AADE anunciaram conjuntamente o desembolso em 26 de setembro de 2026.
A terceira fase abrange faturas de compra de fertilizantes emitidas entre 1 de julho e 31 de agosto de 2026. As candidaturas foram apresentadas de 7 a 17 de setembro. Segundo o anúncio oficial, os requerentes tinham de estar inscritos no Registo de Agricultores e Explorações Agrícolas da Grécia até 31 de agosto.
O programa reembolsa parte do valor líquido das compras elegíveis de fertilizantes, em vez de conceder um pagamento uniforme a cada exploração. De acordo com a Newsit, o apoio corresponde a 15% do valor líquido indicado nos documentos de compra, com um limite de 50.000 euros por empresa agrícola. O orçamento total da medida é de 41 milhões de euros.
Pagamentos acumulados chegam a 34 milhões de euros
Após a transferência mais recente, os pagamentos acumulados atingiram 34 milhões de euros e o total de beneficiários subiu para 68.000, segundo a SEPE e a Cibum. Os 14,6 milhões de euros da terceira fase representam, portanto, uma parcela relevante dos recursos já distribuídos. Contudo, o número acumulado divulgado abrange todas as fases e não deve ser interpretado como total de beneficiários únicos sem confirmação adicional das autoridades.
A medida destina-se a explorações agrícolas capazes de comprovar compras de fertilizantes dentro dos períodos estabelecidos. Ao vincular o apoio às despesas documentadas com insumos, as autoridades podem confrontar os pedidos com as faturas. O valor recebido por cada empresa depende, assim, das suas compras elegíveis e do limite definido pelo programa.
Os agricultores recebem os recursos depois de comprarem o fertilizante e documentarem a operação. O pagamento recupera parte de uma despesa já realizada, mas não financia antecipadamente a compra integral. A Athens Magazine afirmou que os fertilizantes e outros insumos agrícolas continuam a pressionar o rendimento das explorações. O apoio pode aliviar as necessidades de capital de giro, embora o reembolso de 15% deixe a maior parte do custo com os produtores.
Efeitos sobre a procura de fertilizantes
O pagamento pode reforçar a liquidez imediata das explorações elegíveis e reduzir o peso financeiro das compras realizadas em julho e agosto. Para os distribuidores de fertilizantes, a conclusão da terceira fase reduz a incerteza sobre o recebimento das compensações pelos clientes aprovados. No entanto, como o apoio é retroativo e vinculado a faturas, o seu efeito direto recai mais sobre as finanças agrícolas do que sobre novas encomendas de fertilizantes.
O programa ainda pode ajudar os agricultores a manter a capacidade de comprar insumos em períodos posteriores, sobretudo quando as faturas de fertilizantes competem com outras despesas operacionais. O impacto no mercado dependerá da utilização dos recursos e da eventual abertura de novos períodos elegíveis. O anúncio não informou volumes, categorias de produtos, distribuição regional nem o valor das compras que sustentaram os pedidos. Por isso, ainda não é possível quantificar o efeito sobre a procura de fertilizantes nitrogenados, fosfatados, potássicos e compostos.