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Grécia busca espaço no mercado europeu de tecnologia de defesa de US$ 8,7 bilhões

Startups europeias de defesa, segurança e resiliência captaram um recorde de US$ 8,7 bilhões em capital de risco em 2025, segundo dados citados pela CNN Greece. A Grécia procura ampliar sua participação com parcerias internacionais, produção local e projetos de drones, IA e embarcações autônomas.

Grécia busca espaço no mercado europeu de tecnologia de defesa de US$ 8,7 bilhões

Financiamento europeu atinge recorde

Startups europeias de defesa, segurança e resiliência captaram um recorde de US$ 8,7 bilhões em capital de risco em 2025, alta de 55% sobre 2024, segundo dados da Dealroom e do NATO Innovation Fund citados pela CNN Greece. O financiamento havia chegado a US$ 5,2 bilhões em 2024, quase cinco vezes o nível registrado seis anos antes.

A composição dos investimentos também mudou. O financiamento em estágios avançados triplicou para US$ 4,7 bilhões em 2025, mostrando que o capital já não se limita à criação de startups e começa a financiar empresas de tecnologia de defesa em maior escala. Tecnologias ligadas à inteligência artificial receberam 44% do financiamento total do setor.

O mercado agora vai além dos fabricantes tradicionais de armamentos. Inteligência artificial, sistemas autônomos, cibersegurança, tecnologia espacial, sensores, robótica e redes avançadas de comunicação estão se tornando partes essenciais dos sistemas de defesa. Um estudo da 28DIGITAL citado pela CNN Greece afirma que inovações comerciais passam cada vez mais para aplicações militares e de uso dual, invertendo boa parte do padrão observado no século XX.

Grécia cria parcerias e capacidade produtiva

A Grécia tenta ocupar espaço nesse ecossistema por meio de parcerias que conectam tecnologia nacional a plataformas internacionais. No fim de julho, a empresa grega ALTUS-LSA e a norte-americana Shield AI anunciaram uma cooperação estratégica. O projeto combinará os sistemas gregos KMB Hunter e M3NTOR Unmanned Command-and-Control System com a aeronave V-BAT e a plataforma de autonomia Hivemind da Shield AI.

Outra iniciativa foi anunciada em 20 de agosto. A norte-americana AeroVironment criou a AV Eagle, uma joint venture com a grega Eyeonix, para estabelecer capacidade produtiva local na Grécia. O início das operações está previsto para o ano fiscal de 2027, e a capacidade de produção é esperada em 2028.

Skaramangas Shipyards, Qualco Group e Olympic Marine também fecharam um acordo para pesquisar, desenvolver, produzir e demonstrar uma embarcação autônoma de superfície, não tripulada, multifuncional e de projeto grego. Segundo a CNN Greece, o estaleiro fornecerá conhecimento de construção naval, a Qualco contribuirá com software e inteligência artificial e a Olympic Marine aportará experiência em cascos avançados de materiais compostos.

Base ampla ainda precisa ganhar escala

O Hellenic Centre for Defence Innovation está atualizando seu mapa digital do ecossistema nacional de inovação em defesa. A plataforma reúne 776 entidades registradas, incluindo 598 empresas e 178 laboratórios de instituições de pesquisa, além de 371 especialistas técnicos. Isso não significa que a Grécia tenha 598 empresas especializadas em defesa, mas revela um conjunto amplo de companhias e equipes científicas com tecnologias que podem ter aplicações militares ou de uso dual.

Essa base inclui empresas que chegaram à defesa a partir de outros setores. A CNN Greece cita a nvisionist, cujas tecnologias de inteligência artificial, visão computacional e análise avançada podem ser aplicadas em energia, proteção civil, infraestrutura crítica e defesa. EFA Group, Theon, Metlen, OTE, Uni Systems, Profile, QnR, Cosmos Business Systems e Space Hellas também atuam nesse mercado mais amplo.

Ganhar escala continua sendo a principal dificuldade europeia. Prioridades nacionais diferentes, sistemas fragmentados de compras, procedimentos demorados e pouco financiamento especializado dificultam a conversão de tecnologia em contratos por startups e empresas médias. Para a Grécia, a oportunidade não está tanto em igualar o tamanho das indústrias tradicionais da França ou da Alemanha, mas em fornecer software, sistemas autônomos, comunicações e manufatura especializada a um mercado europeu cada vez mais transfronteiriço.

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